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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

In Memoriam - A Última Sessão de Namorados Para Sempre no Cine Sesi Pajuçara

José Aragão -  6º período de Jornalismo

Às 15 horas e 20 minutos, em ponto, o retroprojetor da sala de cinema do Centro Cultural Sesi Maceioense começou a exibir a última projeção de “Namorados Para Sempre”, que estreou na capital no dia 2 de Setembro, mais de um mês de atraso de sua estréia oficial, no dia 10 de Junho.

De acordo com Marcos César Sampaio, coordenador do Cine Sesi Pajuçara, “Namorados Para Sempre” foi um péssimo título para a produção. “Algumas pessoas entraram no cinema esperando um filme açucarado e saiam no meio da sessão”, reclama Sampaio. Ainda assim, ele afirma que a fita foi uma das melhores que o Cine Sesi já exibiu, ressaltando que “as sessões das 8 da noite sempre estavam cheias” e o fato de a película ter estado em cartaz durante três semanas confirma o sucesso.

Enquanto a crítica parece ter se encantado com a história do casal Cindy e Dean, o público maceioense parece ter se dividido entre ótimo e terrível. A universitária Anália Correia está no último grupo. “É um bom filme, mas o casal se torna insuportável”, declara a universitária, também definindo o filme com apenas uma palavra: “Tédio”. Janine Nobre, uma das poucas pessoas a prestigiarem a última sessão do filme, deu ênfase à força da produção, exemplificando uma cena de sexo. “A cena do banheiro foi muito pesada. Me surpreendi”, destacou.

Por sua vez, Derivaldo Andrade, editor do site It’s Mag, está do lado daqueles que gostaram da fita, elogiando as atuações dos dois jovens atores que, de acordo com Andrade, “contaram com muita força uma história densa e pessoal”. A estudante de jornalismo Natália Souza também faz parte da turma que aprovou a produção. “O filme foi intenso e envolvente”, afirma Natália.


“Namorados Para Sempre” foi dirigido por Derek Cianfrance e rendeu uma indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro por melhor atriz para Michelle Williams, além de uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator para Ryan Gosling.

“Nobody, baby, but you and me”

Qual a lógica que serviria para unir duas pessoas pelo resto de suas vidas? Se formos apenas animais, nossos instintos não correspondem à ideologia monogâmica que tal união necessita. Mas também somos humanos, o que significa que temos necessidades especiais, diferentes dos muitos outros animais. Precisamos de afeto, companhia, amor. Precisamos de outras pessoas.

E se seguirmos o velho ditado, estabelecendo uma pessoa como um universo inteiro, o que acontece quando duas pessoas colidem? O que acontece quando dois poços de necessidades, idéias e filosofias diferentes se unem? Estas e muitas outras parecem ser as indagações que Derek Cianfrance deseja analisar em seu “Blue Valentine”, erroneamente traduzido para o português brasileiro como “Namorados Para Sempre”. Para isso, ele e mais dois roteiristas (Joey Curtis e Cami Delavigne) criam Cindy e Dean, duas pessoas que tomadas por um momento de flerte, tristeza e desespero, resolvem unir-se em matrimônio.

Um dos aspectos mais fascinantes da produção é sua montagem, concebida por Jim Helton e Ron Patane, que varia entre o início e término do relacionamento dos protagonistas. Dessa forma, o filme toma a liberdade de contrastar momentos de pura fúria com momentos de profunda ternura, como quando observamos uma declaração de amor seguida por uma violenta discussão. Esta alternância também beneficia o ponto de vista sobre os personagens. Se testemunhamos, e condenamos, a reação de Dean pelo fato de que Cindy encontrou-se por acaso com um antigo namorado em um supermercado, somos surpreendidos quando finalmente entendemos o motivo para o ciúme do rapaz (e devo confessar que parte de mim concorda com a reação).
Mas a produção não se concentra apenas em momentos de grandes desabafos e conflitos. Detalhes também são evidenciados e existem muitos deles ao decorrer da exibição.

Um leve toque rejeitado, que diz muito sobre um personagem, um leve sorriso de contentamento, uma piada de humor negro, tudo isso ajuda para que os personagens se tornem próximos de nós. E esta aproximação deve-se e muito às performances de Michelle Williams e Ryan Gosling, auxiliados pelo ótimo trabalho de maquiagem. Enquanto conhecemos Cindy como uma garota sonhadora e esperançosa, conhecemos Dean como um jovem evidentemente pobre, mas carinhoso e romântico. Com a evolução dos personagens, entendemos o motivo do ressentimento de Cindy, agora uma mulher feita, para com seu casamento. Do mesmo jeito que entendemos o alcoolismo de Dean e suas explosões de raiva.

Os coadjuvantes também recebem um bom tratamento, podendo ser destacadas duas ótimas performances: a avó e o pai de Cindy, interpretados respectivamente por Jen Jones e John Doman. Jones, como a avó de Cindy, cria em poucas cenas uma personagem que amargura um passado monótono e entrega uma das falas mais melancólicas do roteiro (quando Cindy pergunta para sua avó se ela já esteve apaixonada pelo marido, ela responde “Não. Talvez um pouco no começo”). John Doman, por sua vez, apresenta um pai cruel, mas que alcança redenção ao estabelecer-se como uma figura carinhosa e protetora para sua neta.

Porém, mesmo com a produção exibindo uma realidade tão dura, consegue encontrar alguns pontos de alegria também, como o amor que Cindy e Dean compartilham por sua filha. Pequenos pontos de esperança como esse estão espalhados pela projeção, dando ao drama um gosto agridoce que ecoa na bela trilha de Grizzly Bear, que inclui a inédita “You and Me”, da extinta banda Penny & The Quarters, responsável por dois brilhantes momentos: um de absoluta comunhão e outro de cruel nostalgia. E mesmo que perca um pouco de seu realismo quando intercala uma importante ligação de Cindy ao mesmo tempo em que um ato violento é cometido contra Dean, o filme mostra-se sóbrio por grande parte de sua projeção.

Mas mesmo esta falha torna-se um pecadilho quando chegamos ao final do filme e os créditos surgem com fogos de artifício estourando na tela, que tem como pano de fundo fotos de momentos alegres da recém-desfeita família. A mensagem parece ser direta: podemos sofrer bastante graças ao nosso convívio com outras pessoas, mas são estas mesmas relações que nos entregam os momentos mais marcantes e felizes de nossa curta existência.

Namorados Para Sempre (Blue Valentine)
Ano: 2010
Direção: Derek Cianfrance
Roteiro: Derek Cianfrance, Cami Delavigne e Joey Curtis
Elenco: Michelle Williams, Ryan Gosling, John Doman, Jen Jones, Mike Vogel e Faith Wladyka

COCORICÓ – O SHOW

Espetáculo original que comemora 15 anos famoso programa infantil será apresentado dias 8 e 9 de outubro em Maceió
Fonte: Assessoria

Exatamente na semana em que se comemora o dia das Crianças,  Maceió vai pode ver ao vivo e a cores um dos espetáculo infantis mais esperados de todos os tempos: Cocoricó – O Show.
O projeto marca os 15 anos de existência do programa infantil veiculado com enorme sucesso pela TV Cultura. Em Maceió, Cocoricó  será apresentado no placo do Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções. Os ingressos já estão à venda no stand Sue Chamusca: Valor: R$ 50,00, preço promocional para crianças, estudantes , maiores de 60 anos e acompanhantes das crianças). Informações 3235-5301 / 9925-7299 / info@chamusca.com.br / http://www.chamusca.com.br/ Importante ressaltar que a produção é originalíssima. Além dos bonecos motorizados, criados especialmente para esta montagem, o show contará com as mais famosas canções desses quinze anos de programa para embalar os pequenos. SinopseJúlio e sua Turma foram convidados pelo primo João para fazerem uma participação num show na cidade.
Embarcam para essa aventura, preparados para cantar apenas uma música, mas quando chegam ao circo para a apresentação, são surpreendidos com mais uma novidade: os outros artistas que fariam parte do espetáculo cancelaram seus números, e caberá a Júlio, Alípio, Lola, Zazá, Lilica e Caco a animada tarefa de tomar conta do evento. Decidem apresentar todas as canções que eles cantam no dia a dia, no Paiol, e convidam João para participar dos números musicais com eles, já que o primo é um expert em street dance. A partir daí a Turma enfrentará diversos desafios, e junto com a criançada precisará encontrar soluções para que o espetáculo continue. Afinal, o show não pode parar!
Concepção e direção: O texto de Flávio de Souza propôs um universo bastante rico para essa montagem do Cocoricó no teatro. Dentro dos 15 anos do programa, exibido na TV Cultura, Júlio e sua Turma circulam por dois cenários: fazenda e cidade. No teatro, não poderia ser diferente. Numa única aventura, teremos os personagens transitando do Paiol, dentro da Fazenda, para um circo, na cidade grande.
Toda a direção de arte, assinada por Nani Brisque, tem a preocupação de trabalhar com elementos que distinguem um ambiente do outro: quando estamos na Fazenda, trabalhamos com rodas, palha, madeira, renda e tapeçaria. No caminho para a cidade, vemos o concreto e o cinza, representados por peças de lixo reciclável, principalmente latas de alumínio e embalagem longa-vida. Dentro do circo, ambiente lúdico, há predominância de panos e adereços. A magia visual do espetáculo estará justamente na composição de peças, que sozinhas têm um significado, e juntas compõem exatamente a imagem que queremos retratar. As músicas, escolhidas pelo autor do texto e pelo compositor Hélio Ziskind, costuram essa história do início ao fim, e convidam as crianças para participarem de todo o espetáculo.
Fernanda Chamma assina coreografia e é fiel aos movimentos, gestos e atitudes dos personagens enquanto dançam as 15 músicas que compõem o espetáculo. Além da utilização de bonecos de corpo inteiro, motorizados, usamos também a técnica de “live puppet”, criada por Sidnei Caria, por meio de uma “maquete filmad a”, que apresenta a viagem de Júlio e sua Turma da fazenda para a cidade, num vídeo clipe animado.  Criamos assim um universo único para o “Cocoricó – O Show”, trazendo diversas novidades, mas mantendo a essência deste programa tão consagrado.

Ficha técnica
Autor: Flavio de SouzaCenário,
Figurino e adereços: Nani Brisque
Iluminação: Grissel Piguillem
Direção musical: Hélio Ziskind
Coreografia: Fernanda Chamma
Direção: Marília Toledo

Serviço
Cocoricó – O Show (espetáculo original)
Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções de Maceió
Dias 8 e 9 de outubro (sábado e domingo)Horário: 17h30
Ingressos:: R$ 50,00 (meia-entrada para crianças, acompanhantes, estudantes e maiores de 60 anos)
Vendas: stand Sue Chamusca – Maceió Shopping – térreo.
 Infos: 3235-5301 / 9925-7299 / info@chamusca.com.br 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

E Portugal redescobre o Brasil: artistas alagoanos no além-mar...

Cecília Tavares

Foto da fachada do Espaço Anémona
 e seu jardim vertical.
(Foto: Cecília Tavares)
Foi-se o tempo em que os portugueses daqui só levavam o pau-brasil e o ouro. Passados mais de 500 anos do nosso descobrimento, e deixadas as mágoas da exploração em segundo o plano, os portugueses nos redescobrem. Agora, na arte.

Marta Emília e Pedro Lucena, artistas alagoanos, irão expor, a partir de setembro, na galeria de arte do Espaço Anémona, na cidade do Porto, em Portugal. O convite partiu da também alagoana Manaíra Athayde, jornalista e diretora de arte da galeria. “A idéia surgiu da minha necessidade de levar diretrizes da cultura alagoana para Portugal, já que tive a oportunidade de viabilizar o projeto, ao assumir a direção da galeria de arte do Espaço”, explica a jornalista.

O Espaço Anémona localiza-se no coração cultural da cidade do Porto, na Travessa da Cedofeita, n° 62. É um espaço plural, inspirado no desenvolvimento sustentável, que possui galeria de arte, café, estúdio e loja, tudo revestido por um jardim vertical, com espécies nativas, onde é possível fundir natureza e cultura.  “Uma das principais estirpes do projeto da Galeria de Arte Anémona é atrelar Cultura e Natureza. Não apenas a forma orgânica que fomenta a arte dos artistas convidados, mas a própria essência do trabalho de cada um reflete a dinâmica genuína quando o homem contempla a Natureza, não como uma parte extrínseca, mas como a componente vital da natureza humana.”, esclarece a diretora.

Atualmente, o projeto da galeria está voltado para as artes plásticas e a produção de objetos de design.  Segundo Athayde, a escolha dos artistas que irão expor na galeria envolve duas diretrizes principais: a criatividade, “porque é dela que vem a originalidade e o valor único agregado à obra” e o bom acabamento, “a maneira como a idéia do artista é materializada”, explica a diretora, que acredita que os dois artistas escolhidos possuem tais aspectos. “Tanto a Marta Emília quanto o Pedro Lucena apresentam essas estirpes universais, estes valores artísticos que são relevantes em qualquer lugar que se esteja.”

Outra medida de avaliação dos artistas é o modo como o Brasil e Alagoas aparecem no trabalho do artista. “Não procurei associações figurativas, mas a essência maior do trabalho, que reflete a maneira de ser brasileiro e de ser alagoano”. Para exemplificar, a jornalista cita a obra de Marta Emília, que tem cores muito vibrantes, próprias de alguém que nasceu e convive ou, ao menos, conviveu com elementos de cores diversas. “O azul do céu e do mar de Alagoas, o colorido do nosso folclore, tudo isto coexiste na obra da Marta Emília que, no entanto, tem apenas formas geométricas e cores. A obra não precisa recorrer ao figurativo para falar do espaço.”.

A alagoana Marta Emília inaugura sua exposição no dia 09 de setembro, permanecendo até o final de outubro. A artista desenvolve painéis gigantescos, confeccionados com papéis ofício pintados com tinta guache e recortados em formas geométricas minúsculas. Em sua exposição, denominada “Marta Emília”, serão expostos oito quadros, dois painéis e algumas instalações.

Já o artista Pedro Lucena, que é também ilustrador, inaugura a exposição “Ciscos” no dia 03 de novembro, permanecendo até o final de dezembro. Lucena irá expor 15 quadros, baseados na composição de esculturas feitas por artesãos na Ilha do Ferro (próxima à cidade de Pão de Açúcar), juntamente com a obra poética do mato-grossense Manoel de Barros. “O cisco reflete a modernidade, o urbano de meu trabalho, que encontra os ciscos do chão da Ilha do ferro e os ciscos de Manoel de Barros. O cisco também tem a ver com o Rio São Francisco, próximo ao povoado. O cisco remete ao micro, a esse universo do chão de onde os artesãos da Ilha do Ferro recolhem a madeira onde eles moldam seus universos, suas impressões do mundo.”, filosofa o artista.

Segundo a diretora, o objetivo principal do projeto é retirar a visão estereotipada da arte alagoana, ainda dos séculos XVIII e XIX. “Não somos mais as ‘Alagoas dos barquinhos pintados no fim de tarde’, mas sim um lugar que produz Arte Contemporânea de qualidade, quer seja na ideologia, quer seja no conceito”. A jornalista vai além, com a preocupação de valorizar a produção madura dos artistas da nossa terra para os próprios alagoanos. “Não é uma mera propaganda de Alagoas representando o Brasil. É uma maneira de mostrar que há muita gente aqui produzindo obras de arte com valores universais, numa linguagem que dialoga com outros povos, sem olvidar das nossas cores, das nossas formas, da nossa maneira de ser”, conclui Athayde.

|Serviço| Para os artistas que tiverem interesse em expor em Portugal, as próximas exposições serão definidas pela submissão de projetos por meio do e-mail geral@eanemona.com

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Teatro amador do Cesmac estreia nesta quarta O Burguês Fidalgo

Ascom

O Centro Universitário Cesmac estréia nesta quarta-feira (1º) a montagem da peça O Burguês Fidalgo, do dramaturgo francês Jean Baptiste Poquelin, mais conhecido como Moliére – o mestre da comédia satírica. O espetáculo será encenado no Teatro do Sesi, com entrada gratuita, também nos dias 3 e 5, sempre às 20h. A narrativa será levada ao palco pelo grupo de teatro amador da instituição de ensino superior, sob a direção de Homero Cavalcante.
Este já é o quarto espetáculo produzido pelo Cesmac, em parceria com o diretor, ator e dramaturgo alagoano. Em 2007, Homero Cavalcante dirigiu a montagem do Auto da perseguição e morte do Mateu, de autoria de Luiz Gutemberg; em 2008, foi a vez de encenar Calabar: sonho e liberdade, de autoria do própria. No ano passado, ele assinou a direção da peça Comeram Dom Pero Fernão de Sardinha, do professor e historiador, Luis Sávio de Almeida.

Homero Cavalcante Nunes foi um dos fundadores da Associação Teatral das Alagoas (ATA), ao lado da atriz Linda Mascarenhas e do ator Ronaldo de Andrade. Ele também é professor de interpretação nos cursos de teatro da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). De produção fecunda, Cavalcante é autor de vários textos para teatro, entre eles, “Quando se deu o eclipse”, “A princesa Dorotéia”, “Com os burros n’água”, “Uma noite de natal”, além de “Calabar: sonho e liberdade” e “Eira, beira e ramo de figueira ou Dona Moça solteira” – ambos publicados em livro pelo Cesmac em abril do ano passado.

Sobre a peça

O Burguês Fidalgo é uma comédia de costumes que conta a trajetória de um rico padeiro chamado Jordão que sonha em fazer parte da nobreza, mas desconhece as regras sociais da aristocracia. Com muito humor, o enredo mostra a situações ridículas vividas pelo personagem central da trama na busca pela adequação e ascensão social.

Jordão não economiza dinheiro ou esforços para se tornar membro da nobreza. Para tanto, contrata professores de música, dança, artes marciais e filosofia, que brigam entre si para ver quem leva mais vantagem sobre o rico padeiro.

Embora tenha sido escrita em 1670, a peça ainda é bastante atual porque reflete as contradições e as tolices daqueles que tentam parecer o que não são, ou tentam negar suas origens sociais.

Molière nasceu em Paris no ano de 1622. Ele não apenas era dramaturgo como também ator, diretor e dono de uma companhia de teatro, a L’Illustre Tréâtre, em sociedade com os Béjarts - uma família de atores. Sua obra é ampla e inclui clássicos como Tartufo, O Avarento, o Marido Confundido, O Misantropo e O Doente Imaginário. Em comum, seus enredos revelam uma olhar mordaz e satírico sobre o comportamento social de sua época.

O artista morreu em 1673, depois de sofrer um colapso durante a apresentação da peça O Doente Imaginário. Sua esposa, Armande Béjarts, teve que implorar ao Rei Louis XIV que intercedesse junto ao Arcebispo de Paris para que o pudesse enterra-lo, um direito ao qual os atores tinham de abdicar ao escolher tal profissão

SERVIÇO

O Burguês Imaginário, de Moliére
Grupo de teatro amador do Cesmac, sob direção de Homero Cavalcante
Em cartaz: Teatro do Sesi – Pajuçara
Quando: dias 1, 3 e 5 de dezembro, às 20h
Entrada gratuita

terça-feira, 30 de novembro de 2010

“Alagoas de Pierre Verger” é o tema do novo livro de Douglas Apratto e Cármen Lúcia Dantas

Ascom

O historiador Douglas Apratto Tenório e a museóloga Cármen Lúcia Dantas lançam nova obra a quatro mãos. Trata-se do livro “Alagoas de Pierre Fatumbi Verger”, com patrocínio da Chesf, Governo do Estado de Alagoas, Governo Federal e acervo fotográfico da Fundação Pierre Verger. A noite de autógrafos será realizada nesta quinta-feira (2), às 19h, no Palácio Floriano Peixoto.

O livro, com textos em português e inglês, traz fotos inéditas do célebre fotógrafo francês Pierre Verger que imortalizaram sua passagem por Alagoas nos anos de 1947 e 1951. Em sua primeira viagem ao Estado, Verger passou duas noites e um dia no município de Penedo quando era repórter da revista O Cruzeiro, dos Diários Associados, que pertencia ao jornalista Assis Chateubriand.

Na sua segunda estadia em Alagoas, Verger permaneceu apenas um dia em Penedo, na companhia de dois grandes amigos: o artista plástico Carybé e o fotógrafo Mário Cravo. Vindos da Bahia de Jipe, eles pretendiam conhecer o artesão Mestre Vitalino, em Caruaru (PE). Mas na volta ainda passaram por Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia com destino a Paulo Afonso - onde Verger fotografou as obras de construção da hidrelétrica da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) para a revista O Cruzeiro.

“Aqui de certa forma, Verger passou ao largo da religiosidade, característica de seu trabalho, para se fixar na estética e nos costumes diários da região”, descreve Cármen Lúcia Dantas, mencionando que foram rápidas, mas produtivas as duas estadias do fotógrafo etnólogo por Alagoas. “Paradoxalmente, o curto espaço de tempo bastou para imprimir no conjunto de sua obra o que havia de mais significativo nos lugares onde viajou”, reflete.

Segundo Cármen, rapidamente Verger conseguiu captar a alma e o modo de vida da cidade de Penedo da primeira metade do século XX. No livro, é possível contemplar imagens de banhos no rio, da fé, da força física e da estética da população penedense da época.

“É evidente que as embarcações exerceram um fascínio especial sobre o fotógrafo que dedicou a elas grande parte de sua atenção. Verger mapeou diferentes tipos de embarcações, com ênfase nas de velas abertas, fornecendo subsídios para comparativos entre o que se perdeu e o que resistiu ao tempo”, diz a museóloga. “Pode-se dizer que o conjunto de suas fotos compõe um mosaico imagético de cenas bem articuladas, onde a rotina do lugar aparece em primeiro plano”, reforça.

A ideia de criação desta nova obra de autoria dos amigos Cármen e Douglas se deu em 2006, quando ela foi convidada para colaborar com construção do catálogo da mostra itinerante “O Brasil de Pierre Verger” – que percorreu vários estados brasileiros até 2007 -, se dedicando ao capítulo com as fotos sobre as embarcações de Penedo, no Rio São Francisco. “Nessa ocasião tive a oportunidade de conhecer melhor o acervo brasileiro e alagoano do artista e tive uma grata surpresa. O registro que ele fez de Alagoas era simplesmente lindo, repleto de significado. A partir daí decidimos fazer a pesquisa que resultou em um calendário, com patrocínio da Fapeal em 2009, e que foi ponto de partida para publicação destelivro”, conta a museóloga.

De acordo com Douglas Apratto, para além da fotografia em si, o trabalho de Verger em Alagoas tem um sentido documental reiterado pelo fato de que boa parte dos costumes assinalados por ele sofreu mudanças significativas nas últimas décadas. “Mantendo a máxima de que fotografar é atribuir importância, Verger mostrou-se generoso na seleção dos objetos que encontrou no Estado. Em Penedo, foi do cotidiano ao histórico com a mesma maestria”, diz.

“O período que Verger passou em Alagoas é de grandes transformações no Estado e no Brasil. É a era do mundo bipolarizado, de cicatrizes malcuradas do conflito mundial, do capitalismo norte-americano contra a ameaça soviética e a cortina de ferro, em que os ecos da grande guerra contra o fascismo e o nazismo ainda ressoam em todos os ouvidos. Getúlio Vargas continuava sendo um mito, adorado e odiado na mesma proporção, e a efervescência política da redemocratização de 1945 chega com intensidade a todos os estados”, relembra o historiador.

Para ele é nítido o fascínio que a Alagoas miscigenada e sertaneja exerceu sobre o fotógrafo. “Verger se deparou com o mestiço local sem nenhuma produção preparatória, sem qualquer pose artificial; um jangadeiro arrumando sua embarcação para sair rumo à pescaria; um trabalhador em breve descanso de sua lida barrageira; uma cabocla contando pencas de banana em plena feira interiorana; mulheres cachimbando em agradável diálogo; a religiosidade popular nas procissões e nas cruzes erigidas nas caatingas são provas incontestes de que a técnica fotográfica se integra definitivamente à história como instrumento de preservação e da identidade dos povos”, afirma.

Sobre Pierre Verger - Pierre Fatumbi Verger nasceu em Paris no ano de 1902 no seio de uma típica família burguesa de origem belga e alemã. Até os 30 anos levou uma vida convencional dentro das expectativas familiares. Mas, após a morte de sua mãe, Verger decidiu dar uma volta ao mundo com a inseparável câmera Rolleiflex e registrou a diversidade geográfica, cultural e étnica de países dos cinco continentes.

Durante a trajetória de fotógrafo errante, de 1932 a 1946, Pierre Verger sobreviveu da produção fotográfica, publicando seus trabalhos em renomadas revistas como a Paris Soir, Daily Mirror (sob o pseudônimo de Mr. Lensman), Life e Match. "A sensação de que existia um vasto mundo não me saía da cabeça e o desejo de ir vê-lo me levava em direção a outros horizontes", afirmou certa vez. Em todos os lugares em que esteve Verger manteve um estilo de vida despojado, buscando se cercar de pessoas simples. Criar raízes e conquistar fama não estava entre os seus objetivos.

Contudo, ao desembarcar no Brasil, mais especificamente na Bahia, Pierre Verger descobriu uma nova paixão: a cultura do povo afro-descendente, do qual se tornou um grande estudioso. Na Bahia, o artista se tornou amigo das maiores personalidades baianas do século XX, entre elas Jorge Amado, Mãe Menininha do Gantois, Gilberto Gil, Walter Smetak,Mario Cravo, Cid Teixeira e Josaphat Marinho. Seu trabalho influenciou notadamente nomes consagrados da fotografia contemporânea como Mario Cravo Neto, Sebastião Salgado, Vitória Regia Sampaio, Adenor Gondim e Joahbson Borges - seu último assistente, apontado pelo próprio Verger como seu sucessor natural.

Na visão dele, o candomblé era a fonte da vitalidade do povo baiano e foi graças ao interesse despertado pelo culto dos orixás que o artista ganhou uma bolsa para estudar os rituais religiosos africanos na própria África. "O Candomblé é para mim muito interessante por ser uma religião de exaltação à personalidade do indivíduo. Nele pode-se ser verdadeiramente como se é, e não como a sociedade pretende que o cidadão seja. Para pessoas que têm algo a expressar através do inconsciente, o transe é a possibilidade do inconsciente se mostrar", disse. Vale ressaltar que Pierre Verger era ateu confesso.

E foi na África que o fotógrafo descobriu sua vocação para a pesquisa e viveu seu renascimento, recebendo o nome de Fatumbi - que significa nascido de novo graças ao Ifá (búzios - concha adivinhação). O Instituto Francês da África Negra (IFAN) não se contentou com os dois mil negativos apresentados como resultado da sua pesquisa fotográfica e solicitou que ele escrevesse sobre o que tinha visto. A contragosto, Verger obedeceu e acabou encantando-se com o universo da pesquisa e não parou nunca mais.

No final dos anos 70, Pierre Verger parou de fotografar e fez suas últimas viagens de pesquisa à África. Seus trabalhos lhe valeram o título de Doutor em Etnologia pela Universidade de Paris, Sorbonne, e também o de Babalaô pelo Candomblé. O artista morreu em 1996, aos 94 anos, deixando um legado formado por 65 mil negativos, gravações sonoras, filmes, coleção de documentos, artigos, manuscritos, livros e objetos preservados pela Fundação Pierre Verger, criada por ele mesmo em 1988.

Serviço:

Lançamento do livro “Alagoas de Pierre Fatumbi Verger”

Autores: Douglas Apratto Tenório e Cármen Lúcia Dantas

Data: 02/12/10

Horário: 19h

Local: Palácio Floriano Peixoto, Centro de Maceió.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Centenário do Deodoro

Laise Moreira

Todos sabem que dia 15 de novembro é comemorado o dia da Proclamação da República. Mas o que poucos sabem é que nesse mesmo dia o Teatro Deodoro comemora 100 anos de existência.

Para comemorar essa data a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL) está realizando até o dia 20 deste mês uma série de atrações musicais, teatrais, de dança, homenagens e até o lançamento de um livro sobre os 100 anos do teatro que foi realizado pela diretoria.

Hoje (17) será encenada a peça “Patinho Feio”, às 17h. Amanhã (18) será a vez do espetáculo “A Parte do Índio Perí – Homenagem aos mestres Verdelinho e Victória e concerto á quatro mãos com “Selma Brito e Levi Guedes”, a partir das 20h.

No dia 19 o espetáculo teatral da Cia. da Meia Noite apresentará a peça “Meu Pé de Fulô”, a partir das 17h30 e às 19h será entregue as comendas Mérito dos Palmares com a apresentação do show afro “Oní Xé a Awuré”, de Edu Passos, mas neste dia as atrações são restritas para convidados.

Para finalizar as ações de comemoração no dia 20 será exibida a peça “Lua Cabará”, da ària Social de Pernambuco, às 20h. O valor dos ingressos é de R$10 estudante e R$20 inteira.

Teatro Deodoro

O teatro que foi recentemente restaurado, ganhou uma pintura com as cores originais de 100 anos atrás. Além disso o centenário recebe um novo equipamento de segurança: um sistema antipânico, elétrico e anti-incêndio.

Segundo o diretor-presidente da Diteal, Juarez Gomes de Barros, a reforma foi comum, mas foi cirúrgica. A reforma foi a maior já feita na história do teatro e custou aos cofres do Estado R$2,5 milhões.

Mais informações através dos telefones 3315-5665 / 5656 ou pelo ascomteatro.blogspot.com

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Estudantes do curso de História da Fecom promovem Semana da Consciência Negra no Cesmac

Natália Souza

O pátio da Faculdade de Comunicação (Fecom) do Cesmac se vestiu de preto na noite da última terça-feira,16. Alunos de diversos períodos do curso de história, coordenados pelo professor Zezito de Araújo, deram início à Semana da Consciência Negra do curso de História do Cesmac, que tem como principal objetivo, levantar questionamentos sobre a situação do negro no Brasil, levando em consideração o aspecto histórico e a realidade contemporânea na qual vivemos.

Visando desmistificar conceitos preconceituosos que negam a presença dos afro-descendentes na construção do Brasil, o grupo de futuros historiadores partiu do viés e de recortes como a Mão Afro-Brasileira, destacando a contribuição e participação de comunidades afro-brasileiras, desde o período colonial até a atualidade, do ponto de vista artístico.

“É preciso que haja um reconhecimento da potencialidade dos povos afro-brasileiros nas artes plásticas brasileiras”, comentou o professor Zezito Araújo.

Outro viés abordado pelos estudantes do curso foi quanto à questão da cosmogonia das religiões afro-brasileiras, através da exposição de fotografias e ilustrações de entidades e deuses que já foram, inclusive, temas de novelas, peças de teatro e obras literárias, como Iemanjá, Oxum, Nagoya, Xangô, Exu, entre outros.

De acordo com o estudante do 1º período do curso de história, Thiago Lima, é de grande relevância a realização da mostra para a conscientização sobre a riqueza da cultura afro.

“Dia 20 é comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra, e essa mostra possibilita, além de aprofundarmos nossos conhecimentos, uma integração com os outros alunos para que eles possam entender o verdadeiro sentido deste dia”, comentou.

“A cultura afro-brasileira é muito rica em histórias e personalidades. É impossível falar da cultura afro-brasileira e não lembrar de Zumbi. O primeiro e grande herói brasileiro reconhecidamente enquanto vivo”, completou Thiago.

A abertura da Semana da Consciência Negra do curso de História do Cesmac, ainda contou com uma palestra sobre “O pensamento da elite alagoana, a partir da presença negra em Alagoas”, proferida pelo professor e doutor Sávio Almeida.

A programação, que segue durante a semana, contará ainda com palestras, painéis, mostras de vídeos, e mostras de diversos ritmos afro-brasileiros como hip-hop, samba, encerrando a semana, na sexta-feira, como uma apresentação de um grupo de capoeira.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Espetáculo de dança afro Oní Xé a Àwuré será apresentado sábado (23) em Bebedouro

Fonte: Assessoria

Após o sucesso de sua estreia no Teatro Deodoro e da apresentação na Praça Santa Tereza, no bairro de Ponta Grossa, o espetáculo Oní Xé a Àwuré será apresentado, gratuitamente, neste sábado (23) na Praça Lucena Maranhão, no bairro de Bebedouro, a partir das 21h.

O espetáculo é dirigido pelo dançarino, professor e coreógrafo Edu Passos e é baseado na Lenda de Oxalufã, transcrita por Pierre Verger, é formado por 22 jovens das escolas públicas de nossa capital, Alberto Torres, do bairro do Bebedouro e a Escola Estadual Professor Theonilo Gama, situada no bairro do Jacintinho. O espetáculo teve origem no projeto “Dança Afro-Brasileira nas escolas” premiado, pelo Ministério da Cultura, com o I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, sendo o único na região nordeste, e que consistiu na realização de oficinas de dança afro desde maio deste ano. Oní Xé a Áwuré também conta com as participações do cantor Igbonan Rocha, além dos músicos Denivan Costa, Paulinho Keita, Roberi Verçosa, Cristiano Borge e Thiago Felipe.

Após essa apresentação no dia 23 de outubro na Praça Lucena Maranhão, haverá outras mais 3 apresentações até o dia 06 de novembro.

Serviço:

Espetáculo Oní Xé a Àwúre

Apresentações em praça pública:
- Apresentação dia 23 de outubro, (sábado) na Praça Lucena Maranhão, em Bebedouro, a partir das 21h
- Apresentação dia 29 de outubro, (sexta) no projeto Mirante Cultural, no Jacintinho, a partir das 20h
- Apresentação dia 30 de outubro, (sábado) no Alto do bairro de Ipioca, a partir das 20h
- Apresentação dia 06 de novembro, (sábado), na Praça Sebastião Elias (vizinho à Companhia da PM) no Clima Bom, a partir das 20h

Realização: Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon)

Parceria: Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Fundação Cultural Palmares

Patrocínio: Petrobras através da Lei Rouanet (Lei de Incentivo à Cultura), do Ministério da Cultura

Informações: (82) 9971-4281 / 3032-0489.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Em outubro, Cine Sesc 19h traz filmes sobre história, política e educação

Com entrada franca, a programação traz os filmes Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá, Terra Estrangeira, Pro Dia Nascer Feliz e Entre os Muros da Escola

Ascom SESC AL

Para pôr em debate as relações existentes entre a história, a política e a educação, o Sesc Alagoas realiza, através do Cine Sesc 19h, uma mostra de filmes sobre o tema. As exibições acontecerão durante as quintas-feiras de outubro (07, 14, 21 e 28), sempre às 19h, no Teatro Sesc Jofre Soares (Sesc Centro), com entrada franca.

A mostra História, Política e Educação traz quatro filmes: Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá, Terra Estrangeira, Pro Dia Nascer Feliz e Entre os Muros da Escola.

Dirigido por Silvio Tendler, Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá trata do processo de globalização com base no pensamento do geógrafo Milton Santos, que, por suas ideias e práticas, inspira o debate sobre a sociedade brasileira e a construção de um novo mundo.

Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas, um filme de ficção, mostra, através da desolação de diversas pessoas, as consequências e o caos após o confisco da então Era Collor.

Dirigido por João Jardim, diretor do cultuado documentário Janela da Alma, Pro Dia Nascer Feliz traz, através de uma investigação do relacionamento do adolescente com a escola, questões comuns a qualquer adolescente dentro do ambiente escolar, como a desigualdade social e o impacto da banalização da violência no desenvolvimento de muitos desses jovens.

Entre os quatro filmes que compõem a mostra, Entre os Muros da Escola é o único que não é dirigido por um brasileiro. O longa-metragem francês, vencedor da Palma de Ouro em Cannes (2008), tem a direção assinada por Laurent Cantet. Embora o tema não seja inédito no cinema, o filme retrata de forma cuidadosa como pode ser complexa a relação entre alunos e professores, mostrando as razões de cada lado. Por essa razão, sempre que é exibido cumpre seu papel: o de estimular a reflexão e o debate entre os espectadores.

SERVIÇO

Cine Sesc 19h – Mostra História, Política e Educação
Data: 07, 14, 21 e 28 de outubro
Local: Teatro Sesc Jofre Soares, Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Horário: 19h
Entrada franca
Mais informações: 0800 284 2440 e 3326-3133

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Galeria Cesmac apresenta mostra coletiva (DI) Ver Cidade

Ascom Cesmac

A Galeria de Arte Cesmac Fernando Lopes apresenta sua segunda mostra coletiva. Trata-se da exposição (Di) Ver Cidade que reúne a produção artística de professores e alunos do curso de Arquitetura, do Centro Universitário Cesmac.

Na exibição há cerca de 40 trabalhos, entre instalações, vídeos, desenhos e fotografias cuja temática central é a paisagem urbana das cidades. E várias delas serviram de inspiração para os artistas, entre elas, Maceió, Penedo, Olinda, São Paulo, Roma Londres e Amsterdã.

“O arquiteto é antes de tudo um artista. Por isso, a cada ano sempre reunimos os trabalhos dos nossos alunos para mostrar à comunidade acadêmica o potencial criativo deles. E a cada ano essa produção nos tem reservado boas surpresas estéticas”, afirma a coordenadora do curso de Arquitetura do Cesmac, Pollenya Pontes, uma das curadoras da exposição.

“Escolhemos o tema das cidades porque o cenário urbano é uma das matérias-primas do arquiteto”, diz Caroline Gusmão, professora das disciplinas de Fotografia e História da Arte do curso de Arquitetura, e também curadora do evento. “Para nós, a seleção dos trabalhos foi relativamente fácil, porque acompanhamos de perto o desenvolvimento dos alunos. Por isso, poucas peças apresentadas ficaram de fora da exposição”, conta Caroline.

A exposição, de acesso gratuito, está aberta para a comunidade em geral. Ela fica em cartaz até o dia 22 de outubro e receberá visitantes de algumas escolas públicas de Maceió.

Serviço:

Exposição coletiva – (Di) Ver Cidade
Galeria de Arte Cesmac Fernando Lopes – Rua Cônego Machado, s/n, Farol.
De 23 de setembro a 22 de outubro.
Segunda a sexta, das 10h às 12h e das 14h às 18h.
Ingresso gratuito

domingo, 19 de setembro de 2010

Arapiraca recebe Imaginário Coletivo

Cosmo Filho

A Cidade de Arapiraca está sediando até o dia 1º de outubro a Exposição Imaginário Coletivo. Contando com a participação de vários artistas de Arapiraca e cidades vizinhas, a Exposição tem como objetivo divulgar os valores culturais da região.

Sob curadoria de Vera Maurício, participam da Mostra os artistas: Antônio Albério, Alan Carlos, Renan Padilha, Marcone Macedo, Dija, Sivonaldo Menezes, Marcelo Mascaro, Égide Amorim, Zenaide, Zeneide e Zenilda Petuba. Essa é a primeira exposição realizada na Galeria Sesc Arapiraca, localizada na rua Manoel Cazuza, s\n, Santa Edwiges e é de grande importância para o desenvolvimento cultural do agreste alagoano.

O evento é aberto ao público. As visitas acontecem de terça a domingo, das 12h ás 18h. Para a coordenadoria do evento, o foco da Exposição é levar ao conhecimento do público os valores da arte e dos artistas locais uma vez que as artes plásticas, a literatura e a dança têm despertado grande interesse dos jovens, que encontram nesse espaço a oportunidade de conhecer e discutir a produção cultural da cidade.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Marechal Deodoro realiza festa literária


Alana Alves

Começa hoje, 1º, e se estende até o próximo domingo, 5, o I Flimar, Festa Literária de Marechal Deodoro. O evento tem como objetivo o incentivo à leitura e à preservação da cultura local.
 
Na programação: palestras, mesas redondas, cinema ao ar livre, apresentação de bandas filarmônicas, exposição de fotografia e pintura, concurso de redação, visita às igrejas e centros históricos de Marechal, lançamentos de livros, programas culturais para as crianças e feira de cultura, com diversos municípios alagoanos expondo suas culturas.

Segundo o secretário de cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima, o Flimar foi inspirado no Festival de Cultura de Parintins, que é considerado o maior do país, mas com uma pequena diferença: tudo gratuito. “Daqui há uns 3 anos, vou ver o Flimar com reconhecimento internacional”, complementa.

Para quem deseja participar, a prefeitura de Marechal Deodoro disponibilizará ônibus, com sídas diárias às 7 horas da manhã da Praça Sinimbu, em Maceió, e retorno à capital ao meio dia.

Para conhecer a programação completa, é só acessar o Blog do Flimar ou telefonar para a Secretaria de Cultura de Marechal Deodoro através dos números (82) 3263-2608 ou 9607-6336.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quem nunca ouviu falar sobre o Projeto Papel no Varal?

Quem nunca ouviu já viu!

Por Laíse Moreira
Foto: Blog do Papel no Varal

Idealizado pelo professor Ricardo Cabús, o Projeto Papel no Varal, tem como objetivo levar poesia para toda a cidade, ajudando na formação de um novo público leitor e trazendo a linguagem poética para o seu cotidiano.

Através do blog Cacos Inconexos o professor universitário repassa todas as informações do projeto, mostra os vídeos e as fotos (das edições que já foram realizadas).

Hoje, 25, às 18h, na Tenda da Cultura Estudantil da Ufal, acontece mais uma edição do projeto. O sarau terá duração de 1h30, com participação musical de Marcelo Marques da Banda Gato Zarolho. O evento é gratuito.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Estudantes de jornalismo do Cesmac ganham Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual

Manuelle Moreira e Luiz Gustavo Sales irão produzir o curta-metragem “O Matuto Zé Cará"

Laíse Moreira
Ilustração: Weber Salles Bagett

Os estudantes de jornalismo, da Faculdade de Comunicação e Educação do Cesmac – Fecom, Manuelle Moreira e Luiz Gustavo Sales, conquistaram o primeiro lugar do Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual em Alagoas promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (SECULT) (http://www.cultura.al.gov.br/), através do Programa Olhar Brasil – Núcleo de Produção Digital de Alagoas.

O cordel “O Matuto Zé Cará” de Jorge Calheiros foi o escolhido como tema pelos estudantes para o projeto do curta-metragem. O curta irá contar a história de um pescador com nome de peixe, que nasceu e foi criado no município de Coruripe em Alagoas.

Segundo Manuelle Moreira o projeto do curta foi a primeira tentativa de participar de um prêmio voltado para o audiovisual. “Nós já estávamos de olho em todos os editais de audiovisual, e estávamos preparando um para o Banco do Nordeste, quando o da Secretaria de Cultura de Alagoas saiu. Agora é a oportunidade de colocar nossos esforços e nos especializar em cinema”, disse ela.

O concurso teve 13 projetos inscritos e cinco foram premiados: “O Matuto Zé Cará”, de Manuelle Moreira Gouveia Santos, “Aquarela”, de Lúcia Maria de Fátima Rocha, “De Amor e Outros Crimes”, de Pablo Lins Casado, “Guerreiros de Jorge” de Marco Aurélio de Oliveira Costa e “KM 58″ de Weber Salles. Três foram escolhidos como suplentes: “Sol Encarnado”, de Pedro da Rocha Oliveira Produções, “Alvorecer de Um Sonho” da Associação dos Artistas de Massaranduba e “Quentura”, de Marcelo Cabral de Araújo Jacques Gonçalves.
 
O PRÊMIO

Cada curta-metragem terá três meses para ser concluído e deverá ter entre 7 e 15 minutos de duração. A premiação foi de 15 mil para cada um dos cinco colocados, no valor total de 75 mil. Os recursos são do Fundo de Desenvolvimento de Ações Culturais (FDAC). Além da premiação em dinheiro, cada projeto contará também com a disponibilidade de um kit digital, um conjunto de equipamento com uma plataforma de alta definição.

“Esse é o primeiro premio de incentivo para a área do Estado. Da concretização dele, podemos lançar o curta para concorrer vários prêmios. Foi muito importante ter ganho esse prêmio, pois estamos realizando um dos vários objetivos que temos em mente e ganhando o primeiro lugar nos fez perceber que estamos no caminho certo. Agora é só trabalhar em outros projetos para que eles também virem realidade”, contou Manuelle Moreira.