Mostrando postagens com marcador Cidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Biometria: Agendamento Via Internet Evita Horas na Fila

Jovelina Vasco - 6º periodo jorlnalismo


Biometria TRE - Foto TREAL

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, visando minimizar os transtornos causados pela demora nas filas para realização da Biometria, instituiu o agendamento via internet. De acordo com o coordenador da biometria do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Alagoas, o juiz Maurílio Ferraz, o agendamento para o recadastramento via internet, tem evitado que os eleitores passem horas na fila.
O eleitor pode marcar o comparecimento aos postos de recadastramento de acordo com as vagas disponibilizadas no site do TRE . É necessário imprimir o comprovante para levar junto com a documentação exigida pelo TRE.

Luciana Peixoto ficou satisfeita com o agendamento, ela chegou ao posto de recadastramento ás 9h30min, mostrou o comprovante, e foi encaminhada para a sala, o atendimento não demorou, e antes da 10h todo procedimento já tinha terminado, “estou muito satisfeita, ninguém merece passar o dia na fila” comentou.

Segundo relato da funcionária requisitada do TRE, Benedita Ferreira, quando o eleitor tem divida com a justiça eleitoral e precisa se ausentar para efetuar o pagamento, o atendimento demora. Mas ele pode pagar e depois retornar para o mesmo local, para conclui o atendimento, se os documentos solicitados estiverem certos o atendimento é rápido e ele já sai da sala com o titulo. Lembrando que o não comparecimento do eleitor no dia e na hora marcada o impossibilitará de fazer outro agendamento pela internet, concluiu.

Atualmente, quatro postos de atendimento em Maceió estão à disposição do eleitorado e funcionam no Fórum Eleitoral (Avenida Fernandes Lima – Farol), Bebedouro (Praça Lucena Maranhão), Tabuleiro do Martins (próximo aos Correios e antiga Norep) e Faculdade Integrada Tiradentes (Fits), na Cruz das Almas e na Faculdade de Educação e Comunicação do Centro Universitário CESMAC ( antigo Colégio Guido) Todos os locais funcionam diariamente das 8h às 15h e aos sábados até o meio-dia. “0 TRE/L vem trabalhando para proporcionar um bom atendimento para os eleitores. Investindo em tecnologia e capacitando pessoas. Explicou o juiz Maurílio Ferraz.

Documentos
Os documentos solicitados para a Biometria são: O título de eleitor original, CPF, documento de identificação com foto e cópia do comprovante de endereço. (original e xérox)

Calendário

Nascidos em abril devem comparecer até o dia 30 de setembro; maio, até 3 de outubro; junho, até 11 de outubro; julho, de 4 a 28 de outubro; agosto, de 5 a 31 de outubro; setembro, de 13 de outubro a 11 de novembro; outubro, de 3 de novembro a 1º dezembro; novembro, de 4 de novembro a 2 de dezembro; e dezembro, de 14 de novembro a 16 de dezembro.

Dia Mundial da Saúde Mental é comemorado com uma Extensa Programação

Fabrício Leandro-  6º período de Jornalismo
fonte: ascom HEPR

Alagoas comemorou na segunda feira, dia 10,  o dia Mundial da Saúde Mental.  Varias atividades foram realizadas pelo NUSM (Núcleo de Saúde Mental) da Uncisal, com o apoio do Caps-Casa Verde do Hospital Escola Portugal Ramalho (HEPR), Pet (Programa Educação pelo Trabalho) da Uncisal e Ufal, Coordenação Municipal de Saúde Mental, Gerência Estadual de Saúde Mental, Secretaria Estadual de Cultura, bem como técnicos e voluntários do HEPR participaram da extensa programação alusiva à data, que teve início no domingo, no 09 de outubro, na praia da Pajuçara, no trecho entre os Sete Coqueiros e o Alagoinhas,  com a realização de  oficina de alongamento, Roda e Varal de Poesia, apresentação da peça o Alienista e ainda atração musical oferecida pela Secult, tudo com o objetivo de levar para a comunidade a discussão sobre Saúde Mental e possibilitando a troca de experiências sobre o tema.  Durante todo o dia, houve distribuição de panfletos com orientações sobre a rede Municipal de Saúde Mental,

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Núcleo Ressocializador da Capital: Uma nova forma de promover a reintegração dos reeducandos ao convívio em sociedade

Maysa Cavalcante,  6º período de Jornalismo

Há alguns anos, o presídio Rubens Quintella era conhecido por ser palco de rebeliões constantes e também pela violência que existia nos conflitos. Esse ano, um novo método de ressocialização vem sendo aplicado no local. Após passar por reformas realizadas com a mão de obra penitenciária, a unidade prisional agora se chama Núcleo Ressocializador da Capital e desde quatro de agosto funciona segundo os “Módulos de Respeito”. A abertura do Núcleo foi inspirada em experiências desenvolvidas na cidade de Leon, na Espanha e que foram trazidas para o Brasil inicialmente pelo estado de Goiás.


Segundo a metodologia do Módulo de Respeito, a convivência na unidade deve ter como bases o diálogo, a transparência e a honradez. O objetivo principal dessa iniciativa é criar oportunidades para que o interno que se dispõe a dar um novo rumo a sua vida tenha meios para conseguir isso.

A unidade também tem como objetivos promover a reintegração social dos apenados, através da educação, profissionalização, capacitação dos presos em custódia, trabalho e prática desportiva.

Oferecer assistência jurídica, psicológica, social, médica, odontológica, religiosa e material. Além de prestação de assistência social aos familiares dos internos quando necessário, e outras atividades correlatas ao processo de reintegração social, assim, os custodiados do Núcleo podem conseguir a reintegração social através da laborterapia, educação e lazer. Dessa forma, a unidade pode capacitar profissionalmente os internos sem descuidar da segurança.

A inclusão do reeducando ao projeto é voluntária, e para participar o candidato passa por um processo de triagem realizado por uma equipe multidisciplinar que envolve a gerência do Núcleo, assistentes sociais e psicólogos, além disso, o interno deve estar de acordo com as normas da unidade. Em caso de descumprimento e infração das regras contratuais, o reeducando passa pela avaliação de uma comissão multidisciplinar formada por sete pessoas, caso a comissão dê parecer negativo para a estadia do reeducando no Núcleo, ele retornará para a unidade prisional de origem e será excluído do projeto por quebra de contrato.

No Módulo, existe horário definido para levantar e o reeducando precisa fazer a limpeza diária da sua cela. Todas as celas são pintadas de branco e é proibido fazer pinturas, riscar ou sujar o local. Segundo o regimento interno do Núcleo Ressocializador da Capital, publicado no Diário Oficial no dia 20 de setembro, o interno tem que ter consciência sobre o exercício das atividades individuais e coletivas, manter o asseio pessoal e do ambiente em que vive, manter os alojamentos sempre abertos para permitir acesso ao seu interior e participar de assembléias realizadas semanalmente pela Comissão Técnica do Projeto.

“Realizamos reuniões semanalmente, onde discutimos e consideramos todos os aspectos comportamentais dos reeducandos. Caso algum custodiado tenha infringido qualquer regra, debatemos e decidimos a melhor atitude a ser tomada. Levamos em conta o histórico do apenado e o tipo de infração cometida para aplicar uma punição. Essa punição pode ser feita em forma de advertência ou até expulsão do projeto, dependendo do tipo de transgressão”, afirmou Fernanda Aranda, gerente geral do Núcleo Ressocializador.

Com capacidade inicial de 150 reeducandos, o Núcleo Ressocializador conta atualmente com 41 internos. Dois custodiados já foram excluídos do projeto por descumprimento de regras, e conseqüentemente pela quebra de contrato. A seleção para novos internos é continua até alcançar a ocupação total das 150 vagas disponibilizadas.

A unidade recebe incentivos de vários órgãos públicos e privados. Uma dessas iniciativas foi a doação de cerca de cinco mil livros do Arquivo Público do Estado de Alagoas. As obras foram destinadas para a biblioteca que vai funcionar no Núcleo , contribuindo assim para a formação dos reeducados da unidade. Isso prova a preocupação da sociedade em manter esse projeto funcionando

As empresas privadas também mostram interesse em contratar mão de obra do sistema penitenciário, abraçando uma causa de responsabilidade social. O diretor regional dos Correios, Edvan Alves de Oliveira e o superintendente geral de Administração Penitenciária, Carlos Luna, assinaram um convênio para que reeducandos possam trabalhar na empresa.

Com o acordo, os reeducandos estão atuando em diversos departamentos da instituição, no tempo limite de dois anos.O Núcleo também possui várias oficinas para promover a capacitação dos custodiados. Um exemplo é a oficina de marcenaria. Também há a confecção de uniformes pelos reeducandos, utilizando a mão de obra egressa no sistema prisional. Não é segredo que a qualificação faz toda diferença quando o reeducando cumpre sua pena e consegue a liberdade. Investindo nisso, o a unidade oferece grandes chances de uma colocação no mercado de trabalho para os internos.

Iniciativas bem estruturadas são capazes de promover mudanças profundas, e o Núcleo Ressocializador da Capital já mostra que tem tudo para dar certo e conseguir êxito em seu objetivo. Quem ganha com todas as capacitações e até com as regras, são os próprios reeducandos, que podem estudar, se qualificar e recuperar sua dignidade. A sociedade também ganha, recebendo do cárcere pessoas que tem mais chances de não reincidirem criminalmente, já que possuem qualificação para conseguir emprego.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Consciência jogada no lixo

De 1.400 toneladas de lixo produzidos por dia em Maceió, menos de 1% é aproveitado para reciclagem


Ana Paula Silva
Fotos: Ana Paula Silva e divulgação
Infográfico: Slum

A coleta seletiva em Maceió existe, porém menos de 1% do lixo produzido na capital é aproveitado pelos catadores das cooperativas que trabalham com a separação desse material. A Superintendência de Limpeza de Maceió (Slum) só recolhe o lixo reciclável nos bairros quando é acionada. Ou seja, o morador precisa solicitar o serviço, já que não é uma rotina do órgão fazer esse trabalho em todas as ruas da capital. Mas, e a população? Será que tem conhecimento desse serviço? Basta percorrer alguns bairros de Maceió para perceber que ainda não existe uma educação ambiental voltada para o reaproveitamento e reciclagem do lixo doméstico.

O radialista Orlando Batista, que mora no bairro do Farol, disse que pretende reunir os moradores do prédio onde mora para fazer um trabalho de coleta seletiva no condomínio, mas se surpreendeu quando soube que pode ser feita através de cooperativas ou da Slum. “Tenho vontade de fazer esse trabalho no condomínio, mas não sabia que podia acionar a prefeitura para coletar o lixo separado pelos moradores. É mais higiênico e o lixo pode ser aproveitado sem desperdício”. Já o jornalista Waldemir Rodrigues, morador do bairro da Jatiúca, faz a coleta seletiva há um mês e garante que é bom para quem faz e para o meio ambiente. “Primeiro pela praticidade, quando mistura o lixo orgânico com o reciclável não acomoda bem no saco acumula em demasia. Segundo é que você tem a oportunidade de fazer alguma coisa para não ver tanto desperdício”. Ele disse ainda que um caminhão da Slum passa todas as segundas-feiras no bairro.

De acordo com o superintendente da Slum, Ernandes Baracho, Maceió produz 1.400 toneladas de lixo por dia. Desse total, cerca de 800 toneladas são de lixo orgânico e o restante são entulhos e podas de árvores. Somente 1% desse lixo é recolhido pelos catadores nas empresas, residências e condomínios. “A população deve separar o lixo seco, que são latas, garrafas pets, plásticos, enfim todo material reciclável. É só juntar tudo e ligar para a Slum que um caminhão passa na rua para fazer a coleta”, explicou Baracho. O material recolhido pela prefeitura é doado para as cooperativas que fazem a separação do lixo e vendem para os atravessadores, donos de ferros-velhos que repassam para as fábricas de reciclagem de outros estados do Nordeste.

Apenas três cooperativas e uma associação de bairro trabalham com a coleta seletiva em Maceió: Cooplum (Cooperativa dos Recicladores de Lixo Urbano de Maceió), CoopVila (da Vila Emater), Cooprel (Cooperativa de Recicladores do Estado de Alagoas) e Ampita (Associação de Moradores do Bairro da Pitanguinha, que foi a pioneira). Além disso, são três caminhões da prefeitura disponíveis para auxiliar nesse trabalho e atender a comunidade nos dias previamente agendados com a Slum. De acordo com o coordenador da coleta seletiva em Maceió, Alessandro Alves Feitosa, a Cooplum e Cooprel recolhem por mês, cada uma, cerca de 50 toneladas de lixo. Dessa quantidade, os catadores só conseguem vender de 12 a 15 toneladas. “Os materiais como copo plástico, embalagem longa vida, revista, entre outros, não têm como ser repassados para os atravessadores pela falta de fábrica no nordeste para tratar esses resíduos e termina indo para o aterro sanitário, no Benedito Bentes”, explicou. Já Coopvila e Ampita recolhem de 5 a 6 toneladas por mês.

Para Alessandro Feitosa, a cidade de Maceió precisa de uma fábrica de reciclagem e de uma organização maior por parte dos cooperados. “Hoje as cooperativas não podem vender diretamente nas fábricas porque não tem a documentação necessária que exige uma empresa. Só agora que elas estão começando a se preocupar com isso”. O material que serve para reciclagem é vendido pelos atravessadores para Paraíba, Bahia e Pernambuco. Alessandro falou ainda que com a construção do aterro sanitário a prefeitura, através da Slum, está ampliando esse trabalho de coleta seletiva nos bairros, mas reconhece que é um processo lento. “É um trabalho de formiguinhas porque primeiro tem que educar a população. Ir de porta em porta para explicar como se deve separar o lixo. Tem gente que separa como recicláveis fraldas sujas e papel higiênico usado. Não é um processo que acontece do dia para a noite”, explicou.

Terrenos baldios

Já os terrenos baldios têm se tornado pontos de depósito de lixo em vários bairros da cidade. Na Avenida Jatiúca têm dois terrenos que foram tomados pelo lixo. Próximo à feirinha, moradores denunciam que carroceiros e feirantes jogam entulhos e restos de alimentos no local. “O mau cheiro aqui é insuportável, até restos de galinhas abatidas nas avícolas são trazidos para cá”, reclamou dona Maria José, moradora do bairro. Já em frente à farmácia Permanente, um terreno baldio que servia de depósito de lixo e de pneus velhos foi limpo e cercado. O problema agora é que as pessoas estão jogando o lixo na calçada. Sobre esse terreno Alessandro informou que dois donos de restaurantes já foram autuados pelos fiscais da Slum.

Cada gerador de lixo, empresas e residências, pode produzir até 100 litros de resíduos por dia. A partir dessa quantidade é preciso contratar uma empresa terceirizada para recolher o material. “Por isso que muitas empresas pagam aos carroceiros para jogar o lixo em terrenos. Outras estão aderindo à coleta seletiva, é uma maneira de economizar e ajudar ao meio ambiente”, explicou Alessandro. A Slum desenvolve ações educativas e palestras em condomínios e empresas que queiram aderir à coleta seletiva. Para isso, é necessário ligar para os números 3315-5002 ou 3315-2600 e solicitar a visita.

TAC

Em agosto de 2005, a prefeitura de Maceió assinou com os Ministérios Públicos Federal e Estadual um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) onde, dentre outras exigências, cabe ao município promover, implementar e operacionalizar uma política pública de coleta seletiva dos resíduos sólidos urbanos, e uma das metas é a implantação de um Ponto de Entrega Voluntária (PEV) por bairro, o que totaliza cinqüenta PEVs. Hoje a população pode entregar sua coleta nos PEVs das redes Bombreço e Extra, no G Barbosa do Stela Maris, em frente à escola municipal Ana Coelho no bairro de Jacarecica, no PM Box do Stela Maris, na Unimed do Farol e na Universidade de Ciências Médicas de Alagoas (Uncisal).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Idosos sobrevivem a dura realidade de Alagoas

Mesmo com direitos garantidos por lei, a maioria dos idosos enfrentam a realidade de serem excluídos da sociedade

Michelle Farias
Fotos: Michelle Farias

O envelhecimento é um fenômeno biológico, psicológico e social que atinge o ser humano na plenitude da sua existência, modificando sua relação com o tempo, com o mundo e com sua própria história. Assim, que chega aos 60 anos, são de certo modo, desprezados e excluídos da sociedade. Os idosos sentem na pela o retrato mais fidedigno do desprezo e da iniquidade.

O aumento da longevidade e a redução das taxas de mortalidade, nas últimas décadas do s
éculo passado, mudaram o perfil demográfico do Brasil. Rapidamente deixamos de ser um “país de jovens” e o envelhecimento, a princípio, deveria ser uma questão fundamental para as políticas públicas.

A participação de idosos na população brasileira aumentou significativamente entre 1999 e 2009, um crescimento de aproximadamente 6 milhões de idosos ( pessoas com mais de 60 anos de idade). O dado faz parte da Síntese de Indicadores Sociais 2010 e retrata a tendência de envelhecimento da população brasileira. Hoje a expectativa do brasileiro é em média 75 anos.

Mesmo com todas as circunstâncias a favor do idoso que proporcionaram o aumento da expectativa de vida, volta e meia encontramos relatos de abando, humilhação, tortura. As famílias ainda não conseguem encarar a “velhice”, muitas por medo, outros não conseguem encarar um mal que está aparecendo com mais freqüência: o Alzheimer.

O Alzheimer é uma forma comum da demência. É uma doença degenerativa e que ainda não tem cura. Atinge normalmente pessoas com mais de 60 anos. O sintoma mais comum é a perda da memória. O que torna o convívio muito difícil com a família.

Dia a dia

A aposentada Zuleide Rodrigues Rocha tem 74 anos e reclama que para quem é independente, fica complicado admitir a terceira idade. “É muito complicado admitir que sou idosa. Sempre fui independente, e continuo saindo sozinha, pego ônibus, mas sempre tenho medo de atravessar as ruas, os motoristas não tem respeito, não dão passagem”, frisou a aposentada.

Ela conta ainda que sofreu uma queda quando estava caminhado na calçada, devido as irregularidades dos passeios públicos. “Estava sozinha quando cai, a calçada estava com vários buracos e eu não consegui me livrar de todos. Tive sorte de não ter quebrado nada”, desabafa a Srª. Zuleide.

Para tentar driblar os “males da velhice” a aposentada faz atividades físicas, caminhada todas as manhãs dentro do condomínio onde mora com a família. “Tenho que me cuidar, principalmente da minha saúde que já não é mais a mesma”, afirma a aposentada.

A maioria dos idosos reclamam, frequentemente, dos custos com remédios, o que compromete quase toda a aposentadoria. Mesmo com a ajuda que o governo oferece, em muitos casos eles não conseguem comprar todos os remédios que precisam, e com a carência de certos medicamentos na rede pública, a única alternativa é esperar.

Já o idoso Benedito dos Santos, preferiu se afastar do convívio da família, “Não confio na minha família, eles sempre quiseram meu dinheiro. Vi um caso recente de uma mulher que deixou a fortuna para a sua cadela, se eu tivesse uma também faria a mesma coisa”, desabafa Benedito.

Ele conta ainda que sua caminhada não foi fácil, e que sempre batalhou, possui duas empresas e imóveis, porém não tem herdeiros, e hoje briga na justiça para que sua família não desfrute dos bens. “Me isolei dos que se dizem “minha família”, é muito ruim quando as pessoas estão perto de você por conta de dinheiro. Ele só traz conforto, mas não felicidade. Por isso que não deixo nada pra ninguém”, frisou o empresário Benedito Ramos.

O idoso. identificado apenas como José, de 66, fala que foi abandonando pelo filho, que além de abandonar, deixou o pai na rua sem dinheiro. “Só tinha meu filho, e ele foi embora, levou os documentos que eu tinha. Já tentei ir para um desses abrigos, mas como não tenho dinheiro, nenhum me quer. Só Deus está comigo”, desabafa o morador de rua José.

Asilo

A palavra ‘abrigo’ e ‘asilo’ não é mais utilizada para identificar o local que muitos idosos preferem ou simplesmente são obrigados a passar o resto de suas vidas. Hoje esse termo deu lugar a casa de longa permanência. Em Alagoas são poucas as casas que funcionam com o mínimo de decência com o ser humano.

Essas casas sobrevivem, em sua maioria, de doações, porém os idosos que possuem condições financeiras para pagar, ajudam com o dinheiro da aposentadoria, a manter a estrutura das Casas. Um exemplo disso é a “Casa do Pobre”, localizada no bairro do Vergel do Lago, que abriga 80 idosos.

De acordo com a irmã Marilene, que cuida e organiza a Cada do Pobre, o limite mínimo de idade para o idoso conseguir entrar na Casa é de 60 anos. A instituição vive de doações e da ajuda de custo de cada morador do lar, que é o dinheiro da aposentadoria.

“Hoje a Casa do Pobre está com funcionando com o limite máximo, vivemos de doações de pessoas anônimas, do governo e do valor mínimo de aposentadoria de cada morador do lar. Mas infelizmente muitas vezes enfrentamos necessidades”, relatou a irmã Marilene.

Mas esse é um lar que possui qualidade, e atende as necessidades dos idosos. Porém essa é uma realidade muito diferente de outras instituições, que não conseguem atender a demanda, superlotam os locais e não consegue oferecer o mínimo de conforto.

“Além das dificuldades, também enfrentamos o abandono. Tem família que chega deixa seus parentes aqui e nunca mais aparecem. Isso é muito ruim para o idoso, que em sua maioria desencadeia um quadro de depressão”, desabafa a coordenadora da Casa do Pobre, Marilene.

Muitos idosos não conseguem vaga nessa casas de longa permanência, ou pelo fato de não ter condições financeiras para pagar ou porque as casa não tem vaga. A Secretaria Municipal de Assistência Social não permite que essas instituições recebam pessoas que menos de 60 anos, para que a casa não fuja do foco, que são os idosos.

“Essas casas são para os idosos, idade compreendida de 60 anos para cima. O que antes não acontecia. Nós temos a ciência que não são apenas os idosos, mas pessoas com certas limitações físicas e psicológicas que também precisam das casas de longa permanência, já que as famílias ou abandonam ou não tem condições para cuidar. O fato é que em nosso Estado, há poucas casas que abrigam essas pessoas, e com isso, temos que fazer certos tipos de restrições”, frisou o secretário municipal de assistência social, Francisco Araújo.

Mas há vários idosos vivendo em condições precárias nas ruas, sem casa, moradia, carinho, remédio. Ficam a mercê do próprio destino, a espera de família, e do principal: uma maior atuação do Poder Público, com estes que a sociedade infelizmente exclui.

Família

A maior dificuldade que os idosos enfrentam é o abandono da família. Muitos por não saber lidar com o envelhecimento, não têm paciência, e acabam desprezando. Outros passam do limite, e chegam a agredir fisicamente e psicologicamente.

Em 1994 o Brasil cria o Estatuto do Idoso, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que surge como excelência para garantir os direitos fundamentais e até o estabelecimento de penas para crimes mais comuns cometidos conta pessoas idosas.

A Lei 8.842, no seu Art. 3ª diz que é obrigação da família, comunidade, sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e a convivência familiar. Porém, percebemos que essa lei ainda não consegue garantir de fato os direitos conquistados por Lei. Ainda há carência do Poder Público para que seja feita uma maior fiscalização e assim, que possa ser garantido para quem tem mais de 60 anos uma maior qualidade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O mal por trás dos protestos

O hábito de queimar pneus traz danos, alguns irreversíveis, à saúde

Fabyane Almeida
Fotos: divulgação

Manifestações, protestos, atos públicos e reivindicações. Os transtornos do direito de uma classe que luta pelos seus objetivos vão além do impedimento do tráfego. Muitas vezes, os gritos e as bandeiras vêm acompanhados da fumaça de pneus queimados, usados para bloquear ruas e avenidas.

As ações usando a queima de pneus estão, cada vez mais, frequentes em Alagoas. No último dia 23, moradores da Grota Santa Helena, na Chã da Jaqueira, realizaram um protesto e atearam fogo em pneus sem imaginar que, por trás dessa ação, são causados danos à saúde não só de quem está na manifestação, mas das pessoas que estão no entorno. A prática causa, ainda, um prejuízo ao meio ambiente, já que libera grande quantidade de substâncias poluentes.

A queima de pneus é prejudicial ao meio ambiente e ao ser humano na mesma proporção. Por ser um derivado do petróleo, as substâncias liberadas na combustão são consideradas altamente tóxicas e, se inaladas com certa frequência, tornam-se um risco para a saúde também de quem vai conter a queima.

O pneu tem em sua composição orgânica hidrogênio, carbono e enxofre. Após a queima, produz gás carbônico, água e algumas substâncias cancerígenas: hidrocarbonetos poliaromáticos, dioxinas uranos e ácido benzeno, além de óxido de enxofre, que é prejudicial ao sistema respiratório por ser altamente tóxico.

Quando não há um armazenamento correto desses pneus, pode ainda causar outros riscos. Segundo o químico Mário Meneghetti, a queima de forma inadequada pode, ainda, contaminar o lençol freático. “Se houver um acúmulo de pneus em grande quantidade num único lugar e acontecer um incêndio, essa queima, além de gerar os gases, forma um óleo que, em contato com o lençol freático, polui a água que irá para as residências”, alertou.

A fumaça negra é uma das piores. Possui um material particulado, um pó muito fino que permanece no ar por um longo período e, lentamente, vai se depositando no ambiente. Por ser um poluente altamente potente, também prejudica o efeito estufa e produz a chuva ácida.

“Conter o fogo que é produzido pela combustão dos pneus é extremamente difícil, o adequado seria usá-los na queima em caldeira industrial como combustível na produção de cimento, com a utilização de filtros para reduzir a emissão de poluentes e minimizar o impacto ambiental” completou Mário Meneghetti.

Substâncias: de alergias até a morte

O corpo humano está suscetível a sofrer de várias doenças por causa das queimadas de pneus. Os problemas podem variar de simples irritações na pele a casos mais graves de intoxicação, que podem chegar à morte.

Apenas o primeiro contato com a toxina é suficiente para as pessoas que não têm nenhum tipo de problemas respiratórios desencadearem alergias. Qualquer indivíduo que esteja inalando a fumaça tóxica pode provocar alergia respiratória, como rinite, tosses e espirros.

O quadro pode agravar se o indivíduo já for asmático, produzindo uma crise, que provoca insuficiência respiratória. Segundo a pneumologista Fátima Alécio, qualquer pessoa que fique exposta a esse tipo de situação se tornará vítima do ar poluído. “As pessoas nem imaginam o quanto é tóxico à saúde. Quem tem tendência à insuficiência respiratória fica mais suscetível a ter infecções, a exemplo de gripes, viroses e até a pneumonia”, alertou Fátima Alécio.

Quanto mais próximas fiquem da fumaça, mais sensíveis as pessoas tendem a ficar, porque a exposição é proporcional ao tempo. Ou seja, quanto maior o tempo exposto a qualquer toxina, pior serão as consequências para quem está próximo à queimada. A poluição agride de todas as formas.

Durante a combustão é liberado monóxido de carbono que desenvolve reações, como: ardência nos olhos, que pode levar a conjuntivite; e ardência na garganta, podendo levar a tosse e inflamações; além das alergias na pele.

Se para toda ação existe uma reação, não é diferente com o corpo do ser humano, que possui um mecanismo de defesa para entrada das “partículas estranhas”. “Quando é inalada a fumaça tóxica, o pulmão reage, porque uma substância estranha e nociva está entrando na via aérea. A reação é para tentar expulsar o que está agredido, provocando uma reação inflamatória, o que ocasiona o ‘fechamento dos pulmões’. Esse é o mecanismo de defesa do pulmão, mas não pode ficar por um longo período, porque pode ocasionar uma parada respiratória. E as pessoas alérgicas têm maior tendência a esse problema”, alertou a pneumologista.

Militares podem ter asma ocupacional

Há riscos também para quem vai conter o fogo ateado nos pneus. Os policiais e bombeiros que estão sempre presentes em todo tipo de protesto podem desenvolver a asma ocupacional, que é produzida pelo frequente contato com o ar poluído. “Já teve casos de militares do Corpo de Bombeiro que morreram por intoxicação de monóxido de carbono, devido à exposição excessiva dos poluentes”, contou Fátima.

É um direito de cidadão respirar um ar puro, assegura a pneumologista. “Existem outras formas de protestar; não precisa poluir. Os manifestantes acabam prejudicando a saúde deles mesmos e das outras pessoas, além de contribuir para a poluição do meio ambiente”, completou Fátima Alécio, afirmando ficar preocupada com a situação dos seus pacientes diante desse tipo de substância tóxica.

SEM-TERRA - Já para quem faz da queima de pneu uma forma de reivindicar os seus direitos, essa toxina não é nada diante do que eles lutam. Segundo o coordenador estadual do Movimento de Libertação dos Sem-Terra, Márcio Antônio da Silva, a queima de pneus é usada para que eles não sejam agredidos. “Essa é uma forma de nos defendermos da reação das pessoas, construímos uma barreira na pista contra os motoristas e contra a polícia”, alegou.

Apesar de saberem que libera uma substância tóxica, continuam utilizando a forma de protesto. “Quando nós queimamos pneus, são poucos, não representa nada em relação aos outros poluentes que são liberados ao meio ambiente”, argumenta Márcio Silva.

Protestos agridem a fauna e a flora

Para o meio ambiente, a queima se torna um poluente poderoso que atinge agressivamente a fauna e a flora, piorando a qualidade do ar, das matas e dos corpos hídricos. Segundo o diretor técnico do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Gustavo Carvalho, a saúde do meio ambiente é tão afetada quanto a do ser humano, com o processo de queima. “A composição do pneu é derivada do petróleo. Se fizermos uma analogia, é como se estivéssemos queimando óleo”, explica.

Os danos ao ambiente, segundo explicou Carvalho, acontecem de forma que a fuligem do pneu cobre a flora, o que prejudica a respiração das plantas e dos animais.

O Ministério Público Estadual, em parceria com a Prefeitura de Maceió e com o IMA, vem realizando um mutirão que tem o objetivo de arrecadar pneus inservíveis na capital alagoana. Só no período de 22 de junho a 8 de julho, foram arrecadadas 80 toneladas de material, um total de 18 mil pneus de carro de passeio.

Agora, as equipes da Superintendênciade Limpeza Urbana de Maceió (Slum) percorrem as borracharias recolhendo os pneus que estão sem utilização, para que sejam levados para a fábrica Cimpor Brasil, em São Miguel dos Campos, que produz cimento. Os pneus serão utilizados como combustível, substituindo o carvão. “Essa é uma ação que busca a destinação adequada para os pneus, que, na maioria das vezes, são depositados em lixões e não têm uma decomposição rápida, gerando outros problemas ambientais”, completou Gustavo Carvalho.

A escuridão que ganha cores

Vencendo os obstáculos, crianças cegas superam preconceitos e conseguem ter uma vida normal

Fabyane Almeida
Fotos: Fabyane Almeida

Superação é uma palavra conhecida no universo das crianças que possuem deficiência visual. Para elas, dificuldades sempre vão existir, mas apoio, estímulo e acompanhamento da família são essenciais para vencer os obstáculos diários. Muitas crianças cegas sofrem com o preconceito da sociedade, que não os recebe com a atenção que merecem. Algumas são discriminadas dentro da própria casa e tornam-se crianças retraídas, com o desenvolvimento abaixo do esperado.

Para Alex Leite, de 12 anos, o fato de ele não poder ver não o torna uma pessoa infeliz. Alex é um dos que vêm se superando e hoje já consegue ter independência apesar da deficiência visual.

A deficiência do garoto foi identificada assim que ele nasceu, e o rápido diagnóstico contribuiu para o seu crescente desenvolvimento. Segundo Maria Vieira de Lima, mãe de Alex, é muito gratificante vê-lo superando seus limites. “Meu filho nasceu com a deficiência visual. Quando ele tinha 1 ano, eu o trouxe para a escola de cegos, onde aprendeu a ser uma pessoa independente”, disse.

A vida do garoto é cheia de sonhos. Ele está matriculado no sexto ano do Ensino Fundamental e participa de provas orais. Quando sente dificuldade com os assuntos, o menino pede ajuda à Escola de Cegos Cyro Accioly, que lhe oferece apoio. Alex vai da escola para sua casa acompanhado apenas dos amigos. “Eu sempre o deixei bem à vontade, orientando que descobrisse as coisas, para buscar a sua independência. E o Alex possui uma força de vontade de querer vencer que contribui para isso. Ele afirma que já está apto para andar só, mas eu ainda me sinto insegura com a violência na cidade”, completou a mãe.

Andar de bicicleta, nadar na piscina, jogar videogame e brincar no computador são coisas que o menino mais gosta de fazer em seu tempo livre quando não está estudando braile. “Eu sei cozinhar, já sei andar só. Vou ao supermercado, mas tenho medo de que me derrubem na escola, pelo fato de ela ser grande e ter muitos alunos. Agora, que ganhei uma bengala nova, vai ficar mais fácil de me locomover”, disse Alex.

Apoio escolar ajuda na inclusão

A Escola Estadual de Cegos Cyro Accioly dá o suporte necessário aos alunos deficientes visuais, como: leitura e escrita Braile; aulas de orientação e mobilidade, que favorece a independência, autoconfiança e integração social; aulas de Atividades da Vida Autônoma (AVA) onde são desenvolvidas atividades ligadas aos afazeres do cotidiano.

A escola promove trabalhos intensos para o desenvolvimento autônomo de cada pessoa que busca a inclusão no meio sociocultural. O apoio educacional vai desde estimulação psicológica a orientação de tarefas.

De acordo com a coordenadora da escola, Josira Silva, a criança, quando passa a frequentar as atividades, torna-se uma pessoa curiosa e acaba perdendo o medo do mundo externo. “A criança é alfabetizada no braile e recebe toda a base e preparação para que, a partir dos 4 anos, seja incluída numa escola regular. E depois ainda continua recebendo o apoio da escola na reabilitação e pedagogia”, disse a coordenadora da escola.

Cerca de 50 alunos estão inseridos nesse sistema. Segundo Josira, as crianças que perdem a visão gradativamente necessitam de um acompanhamento psicológico para aceitar a nova condição de vida. “Já a adaptação de quem nasce com a deficiência é mais fácil, porque ela nunca enxergou, não existe o sentimento de perda ou de limitação”, destacou.

Atividade física é fundamental

O professor Gedivaldo Bastos realiza um trabalho de estimulação com Débora Vitória, de 6 anos, no objetivo de fazê-la andar. Segundo ele, a atividade física tem destaque no desenvolvimento das crianças cegas.

A menina Débora não passou pela fase do engatinhar; por isso, ela tem muita dificuldade de locomoção. “A Débora caiu. Com isso, ela adquiriu um trauma que dificulta ainda mais. A nossa batalha é que ela tenha autoconfiança em si mesma”, disse o professor.

Devido ao trauma da queda que levou, Débora se recusa a tocar em objetos que não conhece. “A visão do cego é o tato. Então, ela se recusa a tocar em tudo que lhe é estranho. Mas, segundo a mãe, Débora se encontra bem mais relaxada em casa. Ela melhorou muito, respondendo cada vez melhor aos trabalhos com o arco e a bola, equipamentos que estimulam o som”, completou Gedivaldo Bastos.

Além do trabalho de estimulação, a menina também faz tratamento com fisioterapeuta, ecoterapeuta, fonoaudiólogo e psicólogo. Todos trabalham focados na parte motora e emocional, visando ao equilíbrio para que ela tenha mais força na hora de levantar e andar.

Exemplo de determinação

Limitação é uma palavra que não existe na vida de Izabelly Santos, de 8 anos, que nasceu prematura, teve deslocamento de retina e perdeu a visão. Mais conhecida como Belinha, ela é descrita pelos amigos como inteligente e fácil de fazer amizades. Ela está matriculada na alfabetização de uma escola regular e recebe o apoio da escola de cegos com aulas de reforço, orientação e mobilidade, além de educação física e aulas de hidroterapia e ecoterapia para melhorar o equilíbrio.

A mãe de Belinha, Siene dos Santos, não vê limitações na vida da menina. “Ela é bem articulada; tudo me pergunta, e faço questão de responder. Acompanho minha filha 24 horas por dia. Nós somos como irmãs; participo de todo processo de sua independência, porque penso num futuro sem a minha presença”, explicou.

“Muitos pais não aceitam o filho da maneira que são. Eles têm vergonha; ficam sem querer sair de casa. Quando saem, ou é muito cedo ou muito tarde para que ninguém veja ou faça muitas perguntas. Mas esses pais precisam entender que elas devem ter uma vida normal e, futuramente, uma profissão”, completou Siene.

A menina tem um cotidiano bem parecido ao das crianças que enxergam. Izabelly disse que seus dias são atarefados e que, além das inúmeras aulas que frequenta, também gosta de boneca e andar de bicicleta.

O braile produz conhecimento

O código braile é composto por uma combinação de pontos dispostos em uma célula de três linhas e duas colunas. Através da combinação desses símbolos, o deficiente visual pode realizar a leitura e a escrita de qualquer tipo de texto.

Atualmente, existem máquinas de escrever adaptadas para a confecção de textos em braile e computadores com programas adaptados de voz (dosvox) que conseguem transformar um simples comando de voz em um texto adaptado a esse mesmo código. O sistema braile abriu um campo de possibilidades que irrompe com as limitações impostas pelo corpo. Mesmo sem a visão do mundo material, os cegos podem produzir conhecimento, realizar projetos e, principalmente, sentir o mundo à sua maneira.

ESCOLA - A Escola Estadual de Cegos Cyro Accioly, localizada na Rua Pedro Monteiro, no bairro do Centro, atende a todas as pessoas que tenham qualquer tipo de deficiência visual. A escola oferece tratamento com psicólogas, aulas com professores de educação física, teatro e informática, além do reforço do material escolar.

sábado, 18 de setembro de 2010

A população pode ligar para o 0800 082 8000 e pedir sua árvore grátis

Laíse Moreira
Foto: Laise Moreira

Muitos maceioenses não sabem, mas podem ter uma árvore em sua casa ou rua, sem custo nenhum. Esta é uma ação do Projeto Maceió Mais Verde, da Prefeitura de Maceió, através da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma).

O Projeto já plantou cerca de 300 mil árvores na capital alagoana, faltando ainda cerca de 700 mil árvores, já que a meta é de um milhão de árvores até 2012. Para ajudar nessa ação, foi criada uma central de atendimento.

A central é um modelo de outras que já existem em estados como São Paulo. Em Maceió ela foi lançada em junho deste ano e permite que população adote a muda. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Para ter a sua árvore adotiva em casa ou na rua, basta ligar para 0800 082 8000, fazer um cadastro com informações básicas (nome, endereço, telefone) e aguardar até sete dias úteis, quando os técnicos irão até o local para avaliar as condições de solo e clima do local.

Segundo o diretor ambiental da Sempma, Noaldo Gomes, as pessoas podem pedir mais de uma muda. “Se no local tiver espaço suficiente para mais de uma árvore, nós plantamos”, disse.

São mais de 25 mil árvores no banco de estoque, entre Palmeiras, Urucuri, Coqueiro, Palmeira real, Pau-Brasil, Castanheira, Mangabeira, Romãzeira e outras.

Após essa avaliação, os técnicos plantam a muda e o futuro dono assina um termo de responsabilidade, onde ele se compromete a cuidar da árvore.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dia Mundial sem Carro: Uma pedalada pelo meio ambiente

Victor Brasil

O trânsito atualmente é um dos principais motivos de estresse e, por conseqüência, violência em toda parte do mundo. Para tentar amenizar um pouco essa situação, no dia 22 de setembro será realizado o Dia Mundial sem Carro.

Saiba mais sobre o Dia Mundial sem carro AQUI.

Em Alagoas, cerca de 180 ciclistas da Associação Alagoana de Ciclismo (AAC) vêm desde o inicio do mês promovendo uma campanha de conscientização e mobilização, como parte das ações voltadas para comemoração do Dia Mundial sem Carro, que terá como ponto alto a realização da “grande pedalada”.

Para o diretor ambiental da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), Noaldo Gomes, essas atividades pré-evento são de grande importância para que não se repita a fraca campanha realizada em 2009. “Esta pré-campanha é uma forma diferente que arranjamos para conscientizar a população e conseguinte conseguir mais adeptos para o Dia Mundial sem Carro”, declarou.

Maiores dificuldades

A maioria das capitais nordestinas não possui uma pista de ciclismo. Com Maceió, isso não é diferente. Ainda segundo Noaldo Gomes, essa é uma das grandes dificuldades para uma adesão total da bicicleta como um dos principais meios de transporte do maceioense. “A falta de ciclovias, principalmente na parte alta da cidade é uma realidade. Isso dificulta a utilização da bicicleta pela população. Vamos tentar reverter esse quadro”, enfatiza Noaldo.

Programação

A programação relativa ao evento terá inicio às 16 horas do dia 22 de setembro. Com concentração ao lado do supermercado G Barbosa, localizado no bairro da Serraria. Na ocasião, a Sempma, a AAC e demais parceiros (Smtt, Faculdade Maurício de Nassau, Ufal, IMA, etc) distribuirão kits de segurança para ciclistas, contendo acessórios, coletes e lanternas refletivas.

Noaldo Gomes afirma que o local (Serraria) foi escolhido por possuir uma das maiores vias de circulação de ciclistas, a Via Expressa. “Escolhemos a Serraria porque é um dos bairros de Maceió que mais circulam trabalhadores, principalmente do ramo da Construção Civil, os quais utilizam a bicicleta como meio de transporte”, disse.

A “grande pedalada” está marcada para às 19 horas do dia 22, o local para largada ainda será definido.

População fica prejudicada por causa de greve dos Servidores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego

Alana Alves

Desde a quarta-feira passada (08), servidores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Alagoas (SRTE/AL), entraram em greve assim como os servidores de outros 21 estados e o Distrito Federal. Amanhã (15), a greve nacional completa 161 dias.

Os servidores reivindicam um reajuste específico no Plano de Cargos e Carreira, além de melhores condições de trabalho, pois, segundo os grevistas, há mofos nas paredes do prédio, os ar condicionados quebrados e não há computadores suficientes.

O Supremo Tribunal de Justiça entendeu a greve como legal. Segundo o presidente do Sindprev, Cícero Lourenço, o horário de funcionamento foi mantido, 50% dos servidores continuam atuando e se revezam nos turnos para atender a população, entretanto não há previsão de agendamento para emissão de carteira de trabalho, de autorização para o seguro-desemprego ou homologação de demissão, prejudicando assim, toda população que precisa desses serviços.

Protesto

Antes de aderirem à greve nacional, os servidores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, fizeram um protesto, na sede do órgão, no centro de Maceió, paralisando as atividades durante um dia, para advertir o atual superintendente, Heth César.

De acordo com os manifestantes, o superintendente ameaçou abrir processos administrativos contra os funcionários públicos caso suas ordens não fossem cumpridas.

Heth César se defendeu dizendo que a Superintendência é regida por lei e, que se, receber denúncias contra servidores, precisa pedir investigações.