quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ministério Público investiga restauração do Arcebispado de Maceió

Alexandre Norberto

 

O Ministério Público Estadual (MPE) investiga 
inadequações dos trabalhos de restauro e requalificação 
do Arcebispado de Maceió.
A intervenção do MPE se dá em razão da representação impetrada pelo arquiteto autor do projeto licitado, Roberto Costa Farias, ao ter verificado na obra 26 irregularidades que põem em risco o interesse público de conservação do monumento, fato que ensejou o tombamento da edificação e justifica o emprego de recursos federais e estaduais na obra.
Serão gastos cerca de um milhão e duzentos mil reais, dos quais R$ 206 mil são repassados pelo Governo do Estado, através da SECULT, e o restante foi viabilizado junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com autorização do Ministério da Cultura.
A restauração do imóvel está atrasada há dois meses. Ter extrapolado o prazo de um ano não seria o problema, tendo em vista que os trabalhos foram paralisados por quase 60 dias, logo no início, quando os fornecimentos de água e energia do prédio foram interrompidos.
Acontece que hoje, o que se vê no local ainda é um canteiro com as tarefas em estágios iniciais. Por exemplo, há pontos abertos no telhado ao longo de todas as dependências do pavimento superior, que deixa a ambientação interna vulnerável às intempéries, como vento forte e chuvas.
Na última sexta-feira, 10 de junho, o Promotor de Justiça que preside o Inquérito Civil Público, Alberto Fonseca, realizou a segunda inspeção nas instalações do prédio. Ele próprio havia se referido anteriormente ao canteiro como “a casa de horrores da Família Adams”, dado ao que pôde observar na primeira vez em que esteve no local, em abril, quando a obra completava um ano.
A nova visita constatou que boa parte das inadequações foi tratada. “Houve uma melhora substancial do que encontramos na primeira visita”, disse o Promotor. Compareceram também à ocasião o arquiteto, Roberto Costa Farias, o Secretário de Estado Adjunto da Cultura, Álvaro Otacílio de Araújo Vasconcellos Neto e o responsável pela Torres Construções & Empreendimentos (empresa responsável pela obra), Luciano de Oliveira Torres.
Também chamou atenção o fato de que nenhum representante da Arquidiocese acompanhou a diligência, já que o imóvel a ser restaurado pertence à Igreja Católica. O próprio Arcebispo, Dom Antônio Muniz, confirmou à reportagem saber que os trabalhos seguem arrastados e em padrão desorganizado, mas envolve-se pouco e confia o andamento do restauro à fiscalização pela SECULT e agora pelo MPE . “Não estou a par de todos os detalhes da investigação, a Arquidiocese está desejando que o prédio seja recuperado e entregue”, reconheceu.
“Desastrosa Condução”
Com a finalidade de investigar oficialmente as inconformidades apontadas, foi instaurado pelo MPE o Inquérito Civil Público n. 33/2011 e destacam-se especialmente entre as considerações que determinam sua abertura as de que “em face da desastrosa condução da obra e completa ausência de ação fiscalizadora do Estado consistentes nas seguintes ações e omissões: ignorância completa do projeto arquitetônico de restauro licitado (...)”, a Portaria segue elencando todos os desajustes. Também anotaram estarem ausentes do sítio de restauro o Livro de Ocorrências e o Diário de Obras, dois documentos necessários ao exercício de fiscalização. Essas aferições foram registradas na ocasião da visita do Promotor ao imóvel, em 12 de abril de 2011.
Os apontamentos que caracterizam essa “desastrosa condução” é o que dão substância à representação impetrada pelo arquiteto responsável pelo projeto licitado. São demonstradas, no relatório circunstanciado fornecido ao MPE, constatações como rachaduras e fissuras que passaram a existir após o início da obra, sem nenhuma iniciativa de contê-las, bem como o comprometimento da estrutura do edifício de forma geral pela desestruturação gradativa do telhado, do madeiramento e dos forros, além de infestação de cupins na coberta e paredes, inclusive naquelas que receberam o reboco novo, inexistindo qualquer medida de combate ou barreiras à progressão dos focos.
Essas constatações levaram o MPE a considerar a obra a maior ameaça ao monumento, uma vez que é realizada desconsiderando totalmente as técnicas e procedimentos especiais exigidos pelos preceitos da arquitetura nacional em trabalhos de restauro de edifícios tombados pelo patrimônio histórico.
Outras situações intrigantes aparecem na história dessa obra. Quando constatou as inconformidades do trabalho de restauro, em meados de outubro do ano passado, Roberto Costa Farias procurou comunicá-las aos gestores da Secretaria de Estado da Cultura, mas, de acordo com ele, encontrou dificuldades para estabelecer o contato. A reportagem teve acesso aos expedientes impressos e emails trocados entre o arquiteto e a assessoria do órgão, que terminaram apontando toda a coleção de inobservâncias que agora são investigadas pelo MPE.
Também foi neste ínterim que o autor tomou conhecimento de que a assessora especial da SECULT, Adriana Guimarães Duarte, havia implementado alterações no projeto original, sob a justificativa de serem adequadas às necessidades do canteiro. Roberto Farias também comentou que tal intervenção vai de encontro ao seu direito autoral, como pai do Projeto Arquitetônico, e que as modificações deveriam ter sido submetidas ao seu exame, conforme determina o estatuto profissional vigente.
A assessora Adriana Duarte, que é arquiteta especialista em restauro, afirmou ter requerido do autor as complementações do projeto e jamais as recebeu. “Ele se negou a fornecer os detalhamentos, apesar de termos destacado a urgência da necessidade. Como a obra precisava continuar, nós fizemos um novo projeto e então começaram todos esses problemas com o MPE”, defendeu-se.
Ao considerar seu envolvimento com a restauração do Arcebispado, tendo em vista o modo como são conduzidas as tarefas pela Torres, Roberto Farias é categórico: “A situação requer a estruturação imediata de ações que contenham o dano perpetrado pela irresponsabilidade no andamento dos trabalhos que só tem trazido máculas ao monumento e, portanto, à nossa memória e identidade coletivas, parando o descaso e o desrespeito.”
Trajetória do prédio
O Arcebispado de Maceió é uma edificação da década de 1930 e serviu como residência para os Arcebispos enquanto em uso. Abandonado há cerca de duas décadas, foi tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado com a pretensão de ser restaurado, por ser de interesse público sua conservação.
O Projeto Arquitetônico de restauro vislumbra a reutilização do imóvel como a Escola Arquidiocesana de Artes e Ofícios Dom Santino Coutinho que atenderá também jovens expostos ao risco social, oferecendo cursos profissionalizantes gratuitos na área de restauração de vários materiais como azulejos, esculturas, telas, etc. Essa requalificação visa a manter a sustentabilidade e a funcionalidade do imóvel de modo a prevenir uma nova deterioração ou abandono.
A responsabilidade pela obra pertence à Torres Construções e Empreendimentos Ltda., empresa vencedora do processo licitatório, cujos trabalhos tiveram início em abril de 2010 com prazo de um ano para conclusão.
De acordo com seu responsável, Luciano de Oliveira Torres, o Arcebispado deverá ser entregue à sociedade em agosto deste ano, porém necessita de mais R$ 400 mil para que consiga entregá-la da maneira que considera ideal e adequada.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Intercom/NE 2011 encerra atividades com bom número de participações

Yulia Amaral e Fabyane Almeida

O terceiro e último dia de Intercom/NE 2011, que teve participação de mais de mil pessoas durante esses três dias, contou com programação diversificada durante a manhã. A maior quantidade de participação dos alunos nesta manhã concentrou-se na mesa redonda, no laboratório Itaú Cultural e na oficina de Fotografia Publicitária. Já no horário da tarde, o público interessou-se pelas diversas atividades realizadas por toda a Fecom, como Expocom Jr, Divisão Temática, oficinas, programação recheada para os estudantes de Publicidade e Propaganda.

Manhã

Vera Paternostro, produção da Rede Globo.
(Foto: Victor Brasil)
Na mesa redonda Passaport SPORTV, os temas debatidos dessa manhã pelo apresentador Filipe Toledo e pela produtora da Rede Globo, Vera Iris Paternostro, foram: O caminho da informação, as novas tendências do telejornalismo e a busca pela inovação com a entrada dos recém formados nas empresas jornalísticas. De acordo com Vera Paternostro, “o Jornalismo está em constante mudança e os jovens talentos quebram esses padrões impostos e acabam inovando, com um olhar diferenciado para a matéria, o personagem e a situação”.


Aluna Larissa Fontes no Expocom
(Foto: Fabyane Almeida)

Ainda durante a manhã, a estudante de Jornalismo da Faculdade Integrada Tiradentes (Fits), de Maceió, Larissa Fontes, apresentou o trabalho “Resistência e afirmação cultural: Um olhar fotográfico e etnográfico sobre a comemoração à Iemanjá em Maceió-AL”. O trabalho foi desenvolvido através de uma análise das expressividades presentes na ritualização dos festejos, com o objetivo de buscar uma maior compreensão das religiões afro-brasileiras.




Werneck conduzindo oficina
(Foto: Fabyane Almeida)
A oficina do jornalista Humberto Werneck, que já trabalhou na revistas de circulação nacional Veja e Istoé, relatou como é fazer Jornalismo de boa qualidade a partir de experiências. Para Humberto, nada supre a ida do repórter à rua para entrevistar os personagens. “O jornalista escreve para o leitor, somos apenas mediadores entre a situação e quem vai receber a informação”, ressaltou.



Tarde
Mesa redonda sobre pensamento
comunicacional com professores.
(Foto: Victor Brasil)

No período da tarde, a mesa redonda com o tema “Alagoas na categoria do pensamento comunicacional” contou com a presença do professor Gustavo Acioli, Moacir Barbosa da UFRN e Sivaldo Pereira da UFAL, que debateram o uso correto das novas tecnologias na pesquisa empírica. Foram discutidos o designer, o conteúdo da informação que é veiculada na web, considerando uma forma rápida de informação e onda a sociedade busca novos conhecimentos.


Diretor de criação da Chama,
Hermann Fernandes
(Foto: Yulia Amaral)

Foram seis oficinas realizadas na tarde desta sexta-feira (17). Uma delas, foi ministrada pelo diretor de criação da Chama Publicidade, Hermann Fernandes, com o tema: “A importância do planejamento para o processo de criação”, onde disse que publicitários às vezes têm que mergulhar profundamente em áreas desconhecidas para ser um bom profissional.




Colóquio com José Marques Melo
e Douglas Apratto
(Foto: Victor Brasil)
Intercom Júnior, Colóquio sobre “Alagoas na cartografia do pensamento comunicacional brasileiro”, com participação do professor e escritor José Marques de Melo e o vice-reitor do Cesmac, Douglas Apratto e divisões temáticas, também movimentaram as atividades finais do congresso de Comunicação Social em Maceió.





A entrega de premiação para os estudantes que inscreveram trabalhos, juntamente com o encerramento do evento, aconteceram posteriormente, às 18h, no Teatro Deodoro.

Segunda parte da quinta-feira do Intercom/NE apresenta programação variada

Yulia Amaral e Fabyane Almeida

Reiniciando às 14h nesta quinta-feira, o segundo dia de Intercom/NE 2011 proporcionou aos alunos uma programação variada e salas lotadas de participantes dispostos a aprender tudo o que pudesse ser passado e ensinado. O Intercom Júnior retomou as atividades com novas apresentações de alunos graduados, pós-graduados, alunos de mestrados e doutorados.


Mesa Redonda


Francisco Oiticica e José Carlos Marques.
(Foto: Yulia Amaral)
A tarde contou com a relização de outra mesa redonda, desta vez, direcionada aos participantes interessados em aprender na área de Publicidade e Propaganda, com o tema “Pesquisa Empírica na Publicidade”, comandada pelos professores José Carlos Marques (UNESP-Bauru), Francisco Oiticica Filho (Maurício de Nassau-AL) e Heder Rangel.




Laboratório Itaú Cultural

Jornalista Eliane Brum, no
Laboratório Itaú Cultural.
(Foto: Fabyane Almeida)
Os estudantes de jornalismo e profissionais puderam, ainda, aprender um pouco mais sobre a realidade do fazer jornalístico na palestra da colunista da revista Época, Eliane Brum. No laboratório cultural “Olhar e escuta na busca do personagem singular”, a jornalista dividiu com uma sala cheia as experiências vividas nas ruas, desde as decepções aos sucessos alcançados durante a carreira.

De acordo com Eliane Brum, sempre irão existir dificuldades na área, seja uma pauta que não rende, ou pessoas que não irão contribuir com a matéria. “O jornalista tem que buscar o diferencial, um olhar fora do comum, algo inusitado, ir além do que a pauta pede, além de entrar no contexto do personagem”, acrescentou.

Oficinas

Marcos Damasceno e equipamentos de vídeo
(Foto: Yulia Amaral)
Seis oficinas foram realizadas no período da tarde do segundo dia de Intercom/NE 2011. Duas oficinas abordaram temas relacionados, a de “Vídeo Digital: Captação ao alcance de todos”, com Marcos Damasceno, que ensinou os alunos toda a parte prática envolvida com o vídeo, além de ter levado para a sala de aula equipamentos diversos para demonstração, e a de “Produção e Direção de Vídeo”, conduzida por Luciano Leão.



Oficina de Jornalismo Cívico
(Foto: Yulia Amaral)
Outras duas oficinas abordaram a temática da Comunicação Organizacional. Em uma das seis oficinas, o professor Marcus Lima, da UESB, ensinou sobre o “Jornalismo Cívico”, modalidade de Jornalismo que muitos desconhecem, que propõe uma visão civil da parte do jornalista, ouvindo e dando autoridade à população em casos de greves, protestos, manifestos, tudo que envolva o interesse público. “Esse é um jornalismo diferente do comum que alguns veículos já utilizam, mas não sabem que fazem justamente por não conhecê-lo”, disse o professor.



Minicurso
Minicurso Literatura e Jornalismo
(Foto: Yulia Amaral)

O minicurso de “Literatura e Jornalismo” que foi realizado nesta tarde, foi guiado pelo professor de Comunicação Social do Cesmac, Gerson Brito, que incentivou os alunos a praticar o lado do jornalismo literário com distribuição e análise de textos, praticando, assim, a produção dos mesmos.




Intercom Júnior e Expocom

Izabel Almeida no Expocom
(Foto: Fabyane Almeida)

Ao todo, foram apresentados quatorze trabalhos de Expocom, dividido entre Publicidade e Propaganda e Jornalismo. A estudante Izabel Almeida apresentou uma campanha veiculada em outdoor com o intuito de divulgar um concurso de Publicidade que iria ocorrer na Universidade em que estuda, no Maranhão.





Larissa Montezuma, no Intercom Júnior
(Foto: Yulia Amaral)
No Intercom Júnior, foram sete trabalhos apresentados, divididos entre Publicidade e Propaganda, Comunicação Audiovisual e Estudos Interdisciplinares da Comunicação. A aluna da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Larissa Montezuma, foi uma das participantes do Intercom Júnior e apresentou trabalho sobre “ProductPlacement e a TV Digital no Brasil”.



Divisão Temática


Etudante Cláudia de La Barra
(Foto: Fabyane Almeida)

Na sala de divisão temática de Comunicação Audiovisual, foi abordada a análise cinematográfica do filme Five, pelo estudante, Júlio Figueroa, da Universidade Federal da Bahia, onde houve reflexão acerca da escolha da posição da câmera, se houve veracidade nas imagens se o autor transmite ou não um frescor, uma calmaria pelas cenas de praia que foram selecionadas.

Houve ainda o trabalho de Publicidade da estudante Cláudia de La Barra, que apresentou o trabalho com o tema "O Brasil como Lovemark através da diplomacia cultural". Foi mostrado que as marcas têm um grande poder de envolver as pessoas, criando com o consumidor uma ligação emocional que vai além da razão e da necessidade de compra.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Manhã movimentada no segundo dia de Intercom/NE

Yulia Amaral e Fabyane Almeida


O segundo dia de atividades do Intercom/NE começou às 8h30 com bastante movimentação. Entre oficinas, mesa redonda, minicursos, Expocom e Intercom Júnior, e também uma reunião do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), os participantes se dividiram pelas salas em busca de conhecimento, troca de idéias e atividades práticas na área de Comunicação Social, em cursos como Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, e outros. A segunda etapa desta quinta-feira (16) teve início às 14h.

Minicursos


Minicurso sobre
Assessoria de Comunicação.
(Foto: Yulia Amaral)
 Dois minicursos aconteceram na manhã do segundo dia. Um deles teve o tema “Assessoria de Comunicação: Apresentação de Casos Premiados”, e foi ministrado pelo trio de jornalistas Simoneide Araújo, Graça Carvalho e Carlos Gonçalves, assessores de imprensa do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e Correios/AL, respectivamente. Na oportunidade, eles apresentaram aos participantes produções deles que foram premiadas nos últimos anos. Os palestrantes ainda realizaram sorteios entre os alunos participantes.

Minicurso sobre mídias sociais
com casa cheia
(Foto: Victor Brasil)
O outro, sobre as “Perspectivas e Desafios da Comunicação em Tempos de Mídias Sociais”, ministrado pelo professor Gustavo Acioly, com tutoria da aluna Natália Souza, teve uma grande quantidade de estudantes e profissionais de diferentes estados que relataram as diversas experiências que a rede pode causar na comunicação ou na falha dela. Para a mestranda Renata Echerria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), as mídias sociais são ferramentas de grande poder e fazem enorme diferença quando usadas com responsabilidade. “As mídias sociais têm o poder de formar opiniões e podem ajudar a construir ou destruir uma marca, um serviço, ou até mesmo, a imagem de uma pessoa física”, acrescentou.

Mesa redonda

"Pesquisa Empírica na Comunicação"
(Foto: Victor Brasil)
A mesa redonda, que abordou o tema "Pesquisa Empírica na Comunicação", contou com a participação de Lídia Ramires, professora da UFAL, campus do Sertão, professor José Marques de Melo, presidente honorário do Intercom e Rosana Gaia, representante do Ifal. Foram discutidos temas da construção da pesquisa que tem uma base teórica, mas é realizada na prática com uma produção local, do dia a dia.



Oficinas

Produção jornalística para
o público LGBT
(Foto: Yulia Amaral)
Na mesma manhã, foram realizadas quatro oficinas. Temas como “Jornalismo e História”, “Fotografia Publicitária I” e “Qualidade e formação do consumidor: A tentativa da práxis” interessaram vários alunos participantes. A oficina “Produção Jornalística para o público LGBT”, ministrada por Joseylson Fagner dos Santos, apresentou dicas de como produzir um texto que se adéqüe à necessidade do público LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros.





Expocom

Aluno André Carvalho,
apresentando trabalho para Expocom.
(Foto: Yulia Amaral)
Os trabalhos apresentados por alunos foram divididos, na manhã de hoje (16) nas disciplinas de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Os estudantes mostraram aos participantes, cerca de quinze trabalhos ao todo, com julgamento de professores selecionados. O aluno da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), André Carvalho, apresentou um trabalho de Publicidade e Propaganda sobre “Geek: venha para o lado hightech da força”, falando sobre a produção dos considerados “nerds” no campo publicitário.

Sucesso no primeiro dia de Intercom/NE

Yulia Amaral e Fabyane Almeida

Trabalhos de alunos estarão expostos durante
os três dias de congresso.
(Foto: Yulia Amaral)

O Intercom Nordeste 2011, que está sendo realizado em Maceió-AL, na Faculdade de Educação e Comunicação (Fecom) do Cesmac, teve início na manhã desta quarta-feira (15) e ainda acontecerá pelos próximos dois dias (16 e 17). O evento, que tem o objetivo de sociabilizar o conhecimento entre professores e estudantes, apresenta em sua programação palestras, oficinas, minicursos e exposições de trabalhos acadêmicos (Intercom Júnior e Expocom) e divisões temáticas para professores, graduados e pós-graduados. Trabalhos de alunos de Comunicação Visual também estarão expostos durante os três dias de evento.


De acordo com a professora dos cursos de Comunicação Social do Cesmac, Silvia Falcão, esse é o momento para os estudantes vivenciarem a realidade da Comunicação Social e da informação como um todo. “Com os trabalhos que são apresentados, as palestras, as oficinas, além dos professores de outros estados que trazem o conhecimento e a experiência, é possível que os estudantes possam expandir o aprendizado, que vai além da sala de aula, como nas pesquisas de extensão”, reforçou.

Com uma média 1.200 inscritos, o Intercom Nordeste 2011 tem programação para todo o curso de Comunicação Social, entre eles, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas. Presenças de todos os estados do Nordeste estão reunidas nesses três dias de congresso, além de professores de outros estados do Brasil, convidados para palestras e minicursos.

Expocom e Intercom Júnior


Yasmin Costa, apresentando trabalho
no Expocom de Cinema e audiovisual.
(Foto: Yulia Amaral)
Na parte do Expocom, onde alunos apresentam trabalhos produzidos durante o período acadêmico, três salas abrigaram diversos trabalhos com as temáticas: “Cinema e audiovisual” e “Relações Públicas”. Já no Intercom Júnior, os estudantes mostraram resultados de trabalhos feitos em projetos de pesquisa e extensão, com o tema “Relações Públicas e Comunicação Organizacional” e outros sobre Jornalismo.

O que estimula a participação dos alunos é a possibilidade de integração com outros, de diferentes estados. Para a estudante da Universidade Federal de Piauí (UFPI), Tamires Coelho, que apresentou no Intercom Júnior a pesquisa “A imagem da Universidade Federal de Piauí na mídia Impressa e eletrônica piauiense”, o Intercom está além de suas expectativas. “Temos a oportunidade de transpor, visualizarmos as experiências para buscar um macro conhecimento e isso que é o importante e o motivador do Intercom”, contou. “Nós estudantes somo apenas aspirantes a comunicólogos e esse momento é mais do que uma escola, para quem quer aprender”, destacou.

Oficinas

Jornalista Luís Vilar conduzindo oficina
sobre Jornalismo Impresso
(Foto: Yulia Amaral)

Oito oficinas também movimentaram o primeiro dia de atividades do Intercom Nordeste 2011. Uma delas foi ministrada pelo jornalista Luís Vilar, com o tema “Texto para Jornalismo Impresso”, onde explanou sobre a construção desse texto jornalístico, suas características e as principais mudanças que vem sofrendo com o avanço da tecnologia também no Jornalismo. Outra, conduzida pelo professor Marco Escobar, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foi sobre a importância em divulgar as questões ambientais, desde a preservação do bem natural à denúncia de degradação do meio ambiente.

A oficina “Comunicação, Relações Públicas e Gerenciamento de Crises” ensinou a antecipar uma crise em uma assessoria de comunicação. O assessor da Pubblico, Gustavo Mascarenhas, afirmou que muitas vezes o assessorado não tem controle do que faz diante da mídia e acaba fazendo um papel negativo para a imagem da instituição ou pessoa física. Disse, ainda, que “o assessor é quem tem que correr atrás de reverter essa imagem”.

Minicurso

Marcos Damasceno e Samir Sena,
no minicurso sobre TV Digital.
(Foto: Yulia Amaral)
O minicurso, realizado nesta quarta-feira sobre TV Digital, foi ministrado pelos profissionais Samir de Sena (TV Gazeta), Marcos Damasceno (TV Assembleia) e Lúcio Souto (TV Pajuçara). O diretor de Marketing da TV Gazeta, Samir de Sena, considera a realização de um minicurso com essa temática “muito interessante, pois, a TV Digital cria laços de interatividade entre o programa e o telespectador. A partir disso, é possível criar um conteúdo melhor, seja em qualquer área da Comunicação”.


Abertura Oficial


Professor José Marques de Melo recebendo presente
das mãos do vice-reitor Douglas Apratto.
(Foto: Yulia Amaral)

A abertura oficial do evento aconteceu às 19h30, no Teatro Deodoro, no Centro de Maceió. O Coral do Cesmac fez apresentação de algumas músicas e, posteriormente, o professor e jornalista José Marques de Melo, foi homenageado, tanto pela sua carreira, ao receber uma placa, quanto pelo aniversário, comemorado nesta quinta-feira, 15 de junho. Na ocasião, o reitor do Cesmac, João Rodrigues Sampaio Filho, juntamente com o vice-reitor Douglas Apratto e o representante do Intercom Nacional, José Carlos Marques, presentearam o aniversariante com uma produção de Roberto Mendes. Logo em seguida, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Serpa, palestrou sobre o tema do Intercom deste ano, "Quem tem medo de pesquisa empírica?".

quarta-feira, 15 de junho de 2011

PodCast de alunos do Cesmac com os melhores momentos do Intercom Nordeste 2011

Yulia Amaral

O PodCast da WebRádio com melhores momentos do Intercom Nordeste 2011, criado e produzido por alunos do 3º período do Centro Universitário Cesmac, em parceria com o Cesmac InFoca, já está funcionando. Basta escolher o que ouvir na coluna do lado direito do blog, logo acima, que será direcionado para outro link com o áudio selecionado.

Acompanhe tudo o que acontece no Intercom/NE pelo Cesmac InFoca!

Maceió sedia Intercom Nordeste


Ascom/Cesmac

Maceió  sedia o INTERCOM NORDESTE,  Congresso Nordestino de Comunicação, que reunirá durante os dias 15, 16 e 17 de junho, Professores, Pesquisadores  e estudantes de Comunicação. O INTERCOM é considerado o maior evento para área de Comunicação e tem como anfritã do evento a  Faculdade de Educação e Comunicação (FECOM) do Centro Universitário CESMAC, que  recebera cerca de 1.200 congressistas para o Intercom Nordeste 2011, etapa regional do encontro promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.

A abertura acontece na noite desta quarta-feira (15) às 19h30 no Teatro Deodoro, com uma mesa formada pelo professor doutor José Marques de Melo e convidados. Às 20h acontece a Conferência de Abertura, que terá como tema “A Importância da Pesquisa Empírica em Comunicação”, com o professor Marcelo Serpa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).